De casos espetaculares e bizarros toda série policial tem um pouco. CSI e Grey's Anatomy não poderiam ficar de fora de qualquer ranking desses, inclusive o de inspirar situações reais.
Uma das séries mais queridas pelos norte-americanos e protagonista da cena mais cara da TV, US$ 400 mil, usando técnicas como as do filme Matrix, CSI ajudou a polícia do Novo México a desvendar um caso que parece ter sido inspirado em um episódio exibido em 2003.
Como no seriado, a arma da crime foi amarrada em balões de gás para mudar a cena do crime e fazer um suicídio parecer assassinato.
A ficção também inspirou um episódio policial de Londrina, como lembra uma repórter local, Nicéia Lopes. ''O acusado teria matado a mulher asfixiada com o travesseiro e montou a cena como se ela estivesse no quarto trancado pelo lado de dentro. Com um fio, ele conseguiu abrir a porta e forjar um suicídio. Ficou provado que o autor assistia a muitos filmes e se inspirou neles para matar a mulher'', conta Nicéia.
Para a repórter, que gosta de assistir séries policiais na TV, o trabalho pericial no Brasil ainda está longe do exibido em seriados como CSI em que a finalização de uma investigação é realizada por investigadores forenses.
''A estrutura no Brasil é muito pobre. A pessoa morreu, os peritos colhem o material e têm que mandar para Curitiba analisar, o que demora algum tempo. Essa demora ajuda muito o criminoso, que pode destruir as provas e refazer o que não fez no dia do crime'', comenta.
Nicéia também aponta que não existe uma preocupação com a descrição específica nos laudos de morte.
''É preciso ter mais dados nos laudos, como horário correto de morte. O promotor perde muito tempo explicando termos técnicos para os jurados. Uma coisa essencial é um exame mais detalhado do local do crime. Já aconteceu dos peritos não terem luvas para recolher os objetos. É preciso haver também mais sintonia entre os policiais, já que o perito chega antes do delegado. As séries ressaltam algo importante: no local estão as respostas do crime''.

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