Ao assistir ‘‘U-571 – A Batalha do Atlântico’’ é impossível não se lembrar da tragédia do submarino russo Kursk que, em agosto do ano passado, ficou encalhado no fundo do mar com 118 pessoas a bordo. Mas Hollywood não se espelhou nesse fato para contar a história de nove marinheiros que ficam presos dentro de um submarino inimigo durante a Segunda Guerra, pois o filme foi lançado nos cinemas americanos um mês antes da tragédia do Kursk.
Apesar de ser um bom filme, ‘‘A Batalha do Atlântico’’ passou despercebido nos cinemas. Dirigido por Jonathan Mostow, o longa é ambientado quase que inteiramente dentro de um submarino, mas a direção segura de Mostow e o elenco afinado dão sustentação a esse angustiante filme de guerra. Matthew McConaughey é um oficial da marinha americana convocado para uma missão para a vitória dos aliados: abordar um submarino alemão, render os inimigos e recuperar o Enigma (um aparelho de codificação).
A primeira metade da missão é um sucesso, mas o resto é um desastre total. Após render a tripulação inimiga, um grupo de nove marinheiros fica preso dentro do submarino em águas inimigas e sem rádio. Eles têm como opção naufragar ou serem destruídos pelos nazistas. O filme ganha um tom ainda mais angustiante ao dar uma pequena amostra do desespero dos marujos presos em um caixão de metal no fundo do mar.
Infelizmente em vídeo ‘‘A Batalha do Atlântico’’ perde um de seus maiores trunfo: o som. O barulho dos explosivos cada vez mais próximos da embaração avariada é mais arrepiante que a visão da tempestade digital de ‘‘Mar em Fúria’’. Estão também no elenco Bill Paxton, Jon Bon Jovi e Harvey Keitel.Duração: 115 minutos.
OUTROS LANÇAMENTOS



ReproduçãoFilme não decola e perverte a obra de Shakespeare




Hamlet
O desconhecido diretor Michael Almereyda achou que as 43 adaptações de ‘‘Hamlet’’ para o cinema não foram suficientes e resolveu fazer mais uma. Desta vez, ambientando a história na Nova York dos dias atuais. Baz Luhrman fez o mesmo com ‘‘Romeu e Julieta’’, mas o resultado foi bem melhor. Já a versão de Almereyda transforma a Dinamarca em uma multinacional chamada ‘‘Corporação Dinamarca’’, com sede em Nova York e faz do príncipe Hamlet um videomaker angustiado.
O filme nunca decola e a tal ‘‘modernização’’ parece trabalho de estudante de publicidade fazendo um comercial da Calvin Klein. Ethan Hawke no papel-título, não passa de um arrogante insuportável com cara de coitado. Sem nenhuma sutileza, Almereyda perverteu cada frase de Shakespeare com a mera desculpa de apresentá-la em um contexto moderno. Puro desperdício. Lançamento da Imagem. Duração: 123 minutos.
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ReproduçãoDrama romântico é um bom programa a dois para uma tarde de domingo






Atração Irresistível
A única atração deste drama romântico é a presença sempre marcante do ator Jude Law. Para quem gosta de uma história de amor leve e despretensiosa, ‘‘Atração Irresistível’’ é uma boa pedida. O longa conta a história do pequeno Danny que vive a primeira grande experiência de sua vida ao ajudar seu pai que é médico a fazer um parto. Ao ver aquela linda menina nascer ele diz espontaneamente: vou me casar com ela!
Passam-se 20 anos e Danny (Jude Law) volta à cidade natal, onde encontra a linda Anna (Gretchen Mol) que está noiva e prestes a se casar. Mas ele vai fazer tudo para conquistá-la e cumprir sua promessa. ‘‘Atração Irresistível’’ é uma fita leve e um bom programa a dois numa tarde de domingo. O elenco conta ainda com Brenda Blethyn, que atuou em ‘‘Segredos e Mentiras’’. Lançamento da América. Duração: 104 minutos.

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