No embalo da Concrete Blonde
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quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba Por pouco a passagem da banda californiana Concrete Blonde por Curitiba não vira novela. Marcado para o início do ano, o show foi adiado porque os músicos estariam gravando um DVD e não poderiam comprometer a agenda do disco, previsto para chegar às prateleiras no Natal. No início de julho, novo alarde foi feito. As datas foram marcadas, mas novamente adiadas, dessa vez sem explicação. Quando os fãs já divulgavam nos inúmeros sites dedicados à banda que estavam perdendo a esperança de vê-los pela primeira vez no Brasil, o Kaiser Music decidiu incorporar os shows na programação oficial do evento.
Depois de ter se apresentado em São Paulo e Porto Alegre, o Concrete Blonde se apresenta hoje, no Moinho São Roque, na capital paranaense. O último evento da programação do Kaiser Music no local foi a apresentação da banda heavy-melódica Nigthwisch, há três semanas, e quase lotou a capacidade da casa, com um público de 3,5 mil pessoas. A banda californiana promete manter essa média.
Isso porque esta é a primeira vez que os músicos do Concrete Blonde desembarcam em território verde-amarelo. Separados desde 1994, Johnette Napolitano (Voz e Baixo), Jim Mankey (Guitarra) e Harry Rushakoff (Bateria) voltaram a se reunir no ano passado. Foi quando gravaram o seu mais recente disco intitulado ''Group Therapy''. Com 12 faixas, o CD foi gravado em apenas dez dias, em agosto do ano passado. O disco abre com a faixa, ''Roxy'', e tem como carro-chefe as canções''Tonight'' e''When I was a Fool''.
A história do Concrete Blonde começou em 1982 com o nome ''Dream 6'' com a banda seguindo o caminho do pós punk em Los Angeles, assim como os grupos Wall of Voodoo, Dream Syndicate e X. Apenas em 1987 a banda assinou com a gravadora I.R.S. e gravaram o disco de estréia com o baterista Harry Rushakoff . A banda prosseguiu em 1989 com o disco ''Free'' que continha o primeiro hit chamado ''God is a bullet''. Em 1990 eles lançaram ''Bloodletting'' que apresentou ao público o top hit ''Joey'' com a participação de Paul Thompson, da Roxy Music, na Bateria. Nos anos seguintes, eles ainda tiveram uma boa aceitação do público e crítiva enveredando para influências latinas em suas canções.
Mas em 1994, os integrantes do Concrete Blonde se separaram, alegando a necessidade de ''buscar novos projetos'', conforme divulgaram em entrevistas na época. Com a separação da banda, Johnette se lançou em varios outros projetos. O primeiro foi em 95 gravando ''Vowel Movement'' com Holly Vincent na banda Holly and the Italians. Johnnette formou a banda Pretty and Twisted lançando o primeiro álbum em 1995, com o guitarrista Marc Moreland do Wall of Voodoo e o baterista Danny Montgomery. Foi quando o amor pela música latina encontrou o seu caminho novamente e Johnette e Jim gravaram com os roqueiros dos Los Illegals um disco intitulado ''Concrete Blonde y Los Illegals'', o último gravado pela integrante antes da banda californiana decidir relembrar os bons tempos das décadas de 80 e 90.
Agora eles estão juntos novamente e embora alguns críticos e mesmo fãs mais devotos torçam o nariz para esse providencial retorno, somente agora os brasileiros vão poder conferir o que restou da boa influência da música da banda. O show em Curitiba é o penúltimo antes da banda encerrar a turnê, amanhã no Rio de Janeiro.
Serviço:
Show com a banda Concrete Blonde. Hoje, no Moinho São Roque, a partir das 22 horas. Ingressos: R$ 30,00 e R$ 40,00. Mais informações pelo (41) 333-3964


