TV Press/Arquivo FolhaSérgio Reis: ‘‘Desafio é uma coisa muito importante’’TVUm programa regional recheado de música, boas histórias e muito humor. Assim é ‘‘Sérgio Reis do Tamanho do Brasil’’, que vai ao ar a partir de amanhã, das 18h30 às 20 horas, na TV Manchete, dirigido por Paulo Trevisan. Segundo Reis, 1,92m de altura, o programa dominical terá uma história a cada semana, com artistas convidados e elenco fixo, formado por Patrícia Lucchesi (a garota propaganda do primeiro sutiã), no papel da doméstica Marinilda, os cantores e humoristas Rosa e Rosinha, como peões durante o dia e dupla sertaneja gay à noite, e o capataz da fazenda, o repentista Edson Gaúcho, que só fala em versos.
O programa de estréia foi gravado na fazenda Alambari, perto de Sorocaba, no interior paulista. A abertura ficou por conta da música ‘‘Boiadeiro Errante’’. Reis recebe os convidados Leandro & Leonardo e, com eles, canta ‘‘Doce Mistério’’. No curral, Leandro quer laçar um boi, mas só consegue na terceira tentativa. Depois, a dupla vai para a cozinha preparar o jantar naquela panela velha que faz comida boa. Um enorme cachorro faz o compositor João Pacífico, aos 90 anos, subir numa árvore às pressas.
Os erros de gravação vão ao ar sem a menor cerimônia. Num churrasco na fazenda, a turma toca uma moda de viola. Depois de soltar a bela voz em ‘‘Mississipi’’, a cantora Jayne esquece a letra dos clássicos sertanejos, e é ajudada por Leonardo. ‘‘A gente preserva os erros para que tudo fique mesmo na intimidade’’, explica Reis. E que intimidade! Quando Jayne entra em cena, o apresentador dá o perfil da loura que já foi aeromoça: ‘‘Ela era moça’’, brinca ele. Ela contesta: ‘‘Era moça uma ova’’. A turma resolve tomar uma cachaça no meio da cantoria, e melhor, é pinga de verdade, segundo Sérgio Reis.
À vontade Rosa e Rosinha (na vida real, José Renato e Danilo), que aparecem na fazenda com as violas dentro de um saco sobre as costas, pedindo emprego, roubam pinga na sala, ao anoitecer. A dupla fica bêbada. ‘‘Nosso negócio é rosetar’’, diz Rosinha. O capataz Gaúcho é o rei dos versos, e não hesita em puxar o saco do patrão, em rima. Jayne é outra que solta a poesia no meio do mato, inspirada na beleza rural.
‘‘Se isso é ser caipira eu quero ser caipira até morrer’’, declara a cantora em verso e prosa. Descontraído, Reis conta histórias e canta seus sucessos com os amigos. As entrevistas acontecem de maneira informal, e todo mundo fica à vontade. Até a empregada Marinilda vira uma aficionada pela carreira musical. Enquanto serve o bolo de fubá ao patrão, fala do sonho de ser cantora. ‘‘Tenho vontade de ter uma música só minha’’.
Para o cantor, que iniciou sua carreira há 39 anos, batendo de porta em porta nas rádios do País para divulgar seus primeiros discos, determinação é que não falta. ‘‘Desafio é uma coisa muito importante’’, diz ele, que vai concorrer com o SBT e a Globo, ocupando o horário de Celso Portiolli e Faustão. ‘‘As pegadinhas do Faustão são fortes, mas as nossas atrações também são boas’’, assegura. A cada domingo, os telespectadores poderão concorrer, pelo disque-0900, a uma Besta zero quilômetro. O próprio Sérgio Reis vai à casa do premiado para entregar o carro, tocando berrante.

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