No centro arqueológico da América
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domingo, 11 de maio de 1997
Antonella Salem Agência Estado 
ReproduçãoMachu Picchu: sítio arqueológico e místicoQuando os espanhóis aportaram na costa norte do Peru, no século 16, descobriram que aquelas terras já tinham sido colonizadas pelos incas e por civilizações ainda mais antigas, como as moche e chavín. Ha llegado el momento de extender mi pluma en dar noticia de las grandes cosas que hay que contar del Perú, relatou o cronista Pedro Cieza de Léon ao rei Felipe II, da Espanha, em 1558.
Hoje, os últimos registros do Império Inca, como é conhecido o país sul-americano, referem-se ao grupo terrorista Sendero Luminoso, que atormentou os peruanos nas décadas de 80 e 90 e ao retorno recente do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), que em 17 de dezembro tomou a Embaixada do Japão em Lima, a capital peruana, durante uma comemoração do aniversário do imperador japonês, Akihito. Depois de 126 dias encarcerados em companhia de 14 terroristas, os reféns foram libertados por uma ação militar comandada pelo presidente Alberto Fujimori. Mas os acontecimentos em torno da mansão japonesa continuam a assombrar o quarteirão no bairro chique de San Isidro, que virou passagem obrigatória de visitantes a Lima.
Pleno vigor O turismo no país, a pleno vapor, pulsa um dos setores mais dinâmicos da economia. Com crescimento médio de 25% ao ano desde 1993, o turismo é a terceira atividade geradora de divisas, atrás do cobre e da farinha de peixe, segundo a PromPerú (Comissão de Promoção do Peru), que realiza projetos de mais de US$ 315 milhões para promover a imagem internacional do país. Um exemplo disso é a criação de um serviço telefônico de proteção ao turista, um número toll-free que funciona 24 horas e atende às reclamações como descumprimento contratual por parte de hotéis, restaurantes, agências de viagem e companhias aéreas.
No ano passado, o governo peruano superou a meta de receber 600 mil turistas. Segundo a PromPerú, neste ano o objetivo é hospedar 750 mil visitantes e chegar a mais de um milhão no ano 2000.
Dividido em três regiões, a costa desértica, de 2.613 km, banhada pelo Pacífico, onde está Lima; a serra, que abriga Cuzco e Machu Picchu, alguns dos documentos vivos das culturas pré-colombianas; e a selva, com flora e fauna extraodinárias, o país permite ao viajante resgatar no mínimo cinco séculos de história e proporciona aventuras infinitas.
As opções são inúmeras. Seja aderindo ao turismo cultural e religioso, em visita, por exemplo, ao Centro Histórico de Lima, seja embarcando em uma viagem ecológica para percorrer as trilhas desertas do Vale do Colca, próximas de Arequipa, no sul, ou praticando surfe no litoral, um paraíso de ondas. Para os que gostam de assuntos que envolvem misticismo e magia, uma peregrinação aos sítios arqueológicos do Vale Sagrado dos Incas, na região de Cuzco, no sudeste, é básico. Tudo isso num país que preserva em cada detalhe (construções, paisagem, folclore, culinária e costumes) um passado de riquezas.
A viagem de Antonella Salem foi oferecida pela Varig, Aeroperu e PromPerú


