A cidade de Brest, com 150 mil habitantes, tem de tudo: aeroporto, lojas, serviços, e o segundo maior parque universitário da região. E ainda guarda séculos de história, principalmente no que diz respeito ao mar, já que é um porto natural e com variada fauna. Seu centro, depois de destruído em bombardeios durante a Segunda Guerra, foi todo reconstruído.
Antes de chegar a Brest, para quem vem pela costa, uma interessante pausa pode ser feita na Praia de Saint-Anne-la-Palud. Pedregosa, árida, diferente da costa brasileira, a praia traduz o bucolismo genuinamente bretão.
A 15 minutos dali, no vilarejo de Locronan, tome um café e conheça a Igreja de Saint-Ronan, construída no século 15, onde estão os restos mortais de São Ronan, nascido na Irlanda e difusor do catolicismo por aquelas bandas. Reserve uns minutos para os vitrais: parte deles trata da vida do santo, parte narra a Paixão de Cristo.
Outra parada que ajuda a entrar no clima da costa oeste é o Menez-hom, um monte de 330 metros de onde se pode apreciar a Baía de Douarnenez, a Cornualha mais à esquerda, e a Presqu’ile (península) de Crozon à direita. Dá para ir de carro até quase o topo. Depois, algumas escadarias para subir a pé.
No caminho a Quimper, mais no litoral, vale conhecer Pont-Aven, cidade de 3 mil moradores localizada num estuário. Um de seus pontos nevrálgicos é o museu, devotado especialmente à chamada Escola de Pont-Aven: entre 1888 e 1896 Paul Gauguin e outros pintores se instalaram por lá, bebendo nas fontes dos costumes bretãos e se inspirando no colorido local. Fazer uma refeição na frente do Rio Aven é um programa relaxante.
Outra parada interessante é Concarneau, com sua cidadela cercada por muralhas do século 14. É um porto pesqueiro importante e tem até museu especializado no assunto, o Musée de la Pêche.
Paisagens bucólicas, capelas, calvários, aromas de iguarias à base de manteiga em boulangeries e nas casas de pedra. Essa seria uma forma de compor um quadro do Vale do Rio Blavet, no distrito de Morbihan, que abriga pequenas e charmosas cidades.
Entre uma crepe em Pontivy, onde há um castelo do século 15, e uma cerveja em Baud, um programa que esclarece bastante sobre os costumes e a história do cotidiano na Bretanha é visitar a fazenda de Poul Fetan, mantida – com construções originais – como se fosse um vilarejo do século 19. Dá para ver como era o manejo de animais, saber como funciona uma roca de fiar, conhecer a preparação de pratos tradicionais, a prensagem da sidra e, principalmente, descobrir com se organizavam as casas bretãs de antigamente.
Há ainda um pequeno museu com roupas típicas, destacando os longos vestidos e as coifas que as mulheres usavam sobre a cabeça e que, pela forma, cor e detalhes característicos, revelam sua cidade de origem. A fazenda fica no vilarejo de Quistinic e abre todos os dias, das 14h às 18h e, no verão (junho e julho), das 10h às 19h.

mockup