No caminho da serra e do mar
Há outro caminho bem mais rápido, pela BR - 277. Mas é descendo pela sinuosa Estrada da Graciosa que se tem um dos panoramas mais bonitos do litoral parananense. Acredita-se que a estrada, feita ainda em paralelepípedos, tenha sido concluída por volta de 1873. E ao longo de seus pouco mais de 20 quilômetros e 149 curvas, espalham-se refúgios, churrasqueiras, sanitários e quiosques, onde é possível encontrar o que de melhor é produzido no litoral.
E é nesta época do ano, quando se aproxima o reveillon, que ela parece ganhar ainda mais vida. O caminho dos jesuítas, como também é conhecida a estrada, é um dos mais curtos até cidades pitorescas como a de Antonina. Um verdadeiro tesouro em sobrados, ruínas e calçadas de pedra.
Arquivo FolhaCasarões de Paranaguá: patrimônio históricoPlantada nas bordas da baía em que as águas penetram com maior profundidade no território nacional, a cidade de Antonina teve o seu grande apogeu econômico durante o ciclo da erva-mate. Mas hoje o que a sustenta é mesmo o turismo.
Com um clima quente e úmido durante todo o ano, reúne atrações peculiares como a antiga Fonte da Carioca, construída em 1867 e o único meio de abastecimento da cidade até o final da década de 30. Ou então, a Estação Ferroviária, datada de 1961, e que hoje abriga o Museu da Estação, com obras de arte ou de valor histórico relacionadas à cidade.
Famosa pelo melhor carnaval de rua do Paraná, a cidade também prepara surpresas para o reveillon, quando as ruas novamente ganharão o colorido dos visitantes. E uma boa opção de hospedagem é, sem dúvida, o Regency Capela. O hotel 3 estrelas, é o melhor de Antonina, e oferece um pacote de quatro dias, que com uma ceia especial não ultrapassa os R$ 476,00 por casal.
Arquivo FolhaAntonina: local onde acontecerá o baile ao ar livre na noite de ano novoAinda seguindo o roteiro do litoral parananense, outra cidade que não deve ser deixada de lado é Morretes. Conhecida como a capital agrícola do litoral paranaense, é famosa por sua cachaça e produtos artesanais. De clima bucólico, mantido pelas águas do Rio Nhundiaquara, oferece mais de 25 restaurantes, três hotéis, duas pousadas e três campings. Mas mesmo assim, é bom não dispensar uma reserva antecipada.
Tradicional, o Nhundiaquara Hotel é um dos mais procurados, mesmo sem oferecer uma programação diferenciada durante o reveillon. O preço e a oportunidadde de ser atendido pela própria família, dona do hotel, são os atrativos. A diária para o casal, incluindo o café da manhã, não sai por mais de R$ 35,00.
Um preço que fica ainda mais tentador, quando se pensa nas atrações do município. Uma delas é sem dúvida o próprio Rio Nhundiaquara, onde é possível praticar o bóia-cross. Mas a lista ainda inclui igrejas do século 18 e casas antigas que abrigaram personagens da nossa história.
Um pouco mais afastada de Curitiba, mais precisamente a 91 quilômetros, a cidade de Paranaguá é outra das boas opções do litoral parananense neste fim de ano. Terra de poetas, músicos e pintores, ainda mantém muitas das características da época dos colonizadores. O que fez com que fosse tombada pelo Patrimônio Histórico. Na dúvida, basta um rápido passeio pela Rua da Praia. Lado a lado estão casarões e sobrados de 1700 e 1800, numa visão que permite uma verdadeira viagem pelo tempo.
E se tempo é o que possui o visitante, um pouquinho mais adiante ele vai poder encontrar o antigo Mercado Municipal do Café. A oferta é de refeições com muitos frutos do mar e o melhor do artesanato litorâneo.
E se a pergunta é onde ficar, uma das respostas pode ser o Hotel Camboa. Com todo o luxo de um hotel cinco estrelas, o hóspede vai poder desfrutar de um pacote de três dias que inclui ceia especial, karaokê, show de fogos e até baby sitter, gastando não mais do que R$ 360,00, individualmente, ou R$ 720,00 por casal. A idéia é passar a meia-noite no hotel e depois virar o dia no Baile da Praça do Mercado.
Agora, se a intenção é a de curtir a praia, vale um pulo até os tradicionais balneários parananenses. Na lista, Caiobá, Matinhos, Guaratuba, Praia de Leste e, é claro, a Ilha do Mel. No ano passado, quem deixou para descer na última hora, não gastou menos do que sete horas para chegar ao destino. Mas a espera parece ter valido a pena, pela extensa programação que incluiu fogos de artifício, shows em plena areia e as simpatias do candomblé e da umbanda.
Na Ilha do Mel (ver matéria na página 6), vale lembrar que a ocupação máxima é de 5 mil visitantes. E quando esgotada, não adianta lamentar. Nenhuma barca é autorizada a levar mais ninguém.
TOME NOTAArquivo FolhaGraciosaA sinuosa estrada de paralelepípedos que leva ao litoral: 20 quilômetros e 149 curvasVivian de Albuquerque





