Foto: Mario Cesar/modelo: Ana Luísa Vazzi/agradecimento: Adega PerfumadaNo verão, não são apenas os cuidados com a pele, cabelo e corpo que devem ser redobrados. Os perfumes também devem ser escolhidos seguindo alguns critérios básicos. Usar grifes importadas nesta época do ano, por exemplo, requer acima de tudo bom senso. Do contrário, corremos o risco de transformar um produto originalmente criado para atrair no responsável por sensações desagradáveis.
Feitos para um clima caracterizado por muitos graus abaixo de nosso verão tropical, para pessoas que têm outro tipo de pele e adotam uma alimentação bem diferente da nossa, os perfumes internacionais podem ‘‘não casar’’ com estes quase 40 graus à sombra, e aí o efeito é desastroso - principalmente para o olfato alheio. ‘‘As grifes importadas são altamente concentradas, por isso só são recomendadas se usadas cuidadosamente, de preferência à noite ou no inverno’’, afirmou recentemente o perfumista francês Jean Luc Morineau em visita a Londrina.
Lembrando que os perfumes foram feitos para tornar as pessoas mais atraentes e proporcionar uma boa sensação a quem usa, Morineau foi taxativo ao afirmar que o excesso e o uso em locais fechados, como restaurantes e elevadores, são os grandes pecados cometidos em relação a estas verdadeiras poções mágicas. O perfumista, que só trabalha com essências e fornece matéria-prima para algumas das maiores empresas do ramo no País, também esclarece que, ao contrário do que muita gente pensa, tempo de fixação não é sinônimo de qualidade.
Nada de excessosSegundo Jean Luc, as deo-colônias produzidas pelas boas perfumarias brasileiras podem, dependendo do tipo de pele, durar menos porque não são tão concentradas, mas isto não quer dizer que sejam produtos inferiores. ‘‘O perfume de qualidade é aquele com o qual a pessoa sente-se bem, usa com prazer e ainda agrada aos outros’’, define Jean Luc Morineau, recomendando o uso de produtos mais suaves durante o dia, principalmente no verão. ‘‘É melhor se perfumar mais de uma vez, se for preciso, do que cometer abusos’’, avisa.
Além das deo-colônias, ele diz que uma boa opção são os perfumes masculinos também para as mulheres, já que são mais leves, refrescantes, menos doces e, consequentemente, não chamam tanto a atenção. ‘‘Até alguns anos atrás, a moda eram as fragrâncias fortes e adocicadas, como as frutais. Hoje em dia a tendência, inclusive nos países europeus, são as águas de colônia e os perfumes mais leves, com notas marinhas, florais e cítricas. É uma moda que combina muito bem com o gosto brasileiro’’, informa o perfumista.
Esta tendência, ao que tudo indica, está mudando aos poucos a preferência do consumidor e fazendo-o valorizar cada vez mais o produto nacional. Além das perfumarias já tradicionais em todo o País, nos últimos anos surgiram outras que, pela boa qualidade, estão alterando o hábito de muita gente que antes só arriscava se perfumar com um ‘‘autêntico francês’’.

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