No bonde do britpop
ReproduçãoIlustração no encarte de 99th Dream, novo álbum da banda britânica SwervedriverParece lorota, mas os grupos independentes ingleses também camelam para colocar seus disquinhos na praça. Como seus pares brasileiros, o Swervedriver sofreu para lançar seu novo álbum, o quarto de uma trajetória que oscilou de um brilhante disco de estréia para dois trabalhos regulares.
Swervedriver surgiu no começo da década disparando microfonias e influências de filmes B, histórias em quadrinhos e desenhos animados. Foi incluído na geração shoe gazer (pasmada no sapato), tarja cunhada pela imprensa britânica para caracterizar as bandas que tocavam cabisbaixas, sempre olhando para os pés.
99th Dream (importado), o novo trabalho, foi gravado e ficou um ano empacado devido a tretas contratuais envolvendo a banda e a antiga gravadora. Agora finalmente lançado pelo selo Zero Hour, o disco mostra que os quatro cabeludos de Oxford estão em plena sintonia com o estilo predominante e em alta hoje na Inglaterra dentro do vasto rótulo britpop.
A música-título lembra Oasis. Outras faixas remetem à sonoridade do Verve. E canções como She Weaves A Tender Trap e Youve Sealed My Fate parecem saltar de Ok Computer, o aclamado álbum do Radiohead que ganhou nota dez de dez entre dez críticos britânicos nas eleições de fim de ano.
As analogias são inevitáveis. Para os rapazes da banda, elas devem pesar toneladas, especialmente quando lembram que o disco deveria ter saído sem rivais há um ano atrás. (N.S.)Endereços





