''A gente sabe, a gente faz'' é um dos mais populares programas educacionais do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e de maior investimento na área, com orçamento de R$ 8 milhões. Foi o que informou o presidente da entidade, Silvano Gianni, em entrevista coletiva à imprensa, ontem, após o lançamento do programa.
O programa é uma radionovela que será veiculada em todas as regiões do país, a partir de 1º de julho. O objetivo é despertar o empreendedorismo na população de baixa renda e com pouca escolaridade. O ''A gente sabe, a gente faz'', é considerado por Gianni como um grande programa social que contribuirá para fazer frente ao problema de desemprego no país. O grande diferencial é que, ao contrário do emprego formal, o programa incentivará a ocupação.
''Temos um diagnóstico seguro que nos mostra que a expectativa de emprego de carteira assinada não é mais uma realidade possível, a menos que a gente consiga criar condições de ocupação e renda para as pessoas por meio das pequenas empresas individuais ou coletivas'', disse.
Conforme o presidente do Sebrae, a própria globalização, com as grandes empresas trocando empregados por máquinas, mostra que o emprego formal ''não é mais uma realidade possível'' e adianta o quanto será difícil cumprir a meta estabelecida pelo presidente da República, de gerar 10 milhões de empregos.
''Acho que vamos criar 10 milhões de ocupações'', disse, reforçando que a solução é dar às pessoas outra alternativa de sobrevivência, como o incentivo ao empreendorismo - conforme é o objetivo desse programa de rádio''.
Silvano Gianni garantiu que o programa tem o apoio do governo - não financeiro, mas de engajamento - e é feito aliado às políticas governamentais, ôporque isso multiplica os resultados''.
Os R$ 8 milhões estão sendo investidos em ações que vão desde a contratação de consultores à contratação das emissoras de rádio que veicularão o programa. Foram contratadas 420 emissoras ''como pontapé inicial para colocar o programa no ar'', mas a expectativa de Gianni é que esse número seja ampliado, pelo seu ''alto alcance social e popular''.
Quanto à escolha do rádio para veicular esse tipo de programa, Gianni explicou que o rádio é o melhor meio de chegar até o público-alvo do programa. ''É um programa popular, que visa despertar o empreendedorismo nas pessoas de baixa renda. O veículo dessas pessoas é o rádio'', garantiu.

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