Para quem toca em banda cover, não há muitos problemas. Na maioria das vezes, um único ensaio no dia do show já é o suficiente para subir ao palco sem passar vexame. Marco Aurélio observa que, apesar de tão criticado, esse tipo de projeto exerce um papel positivo na formação dos instrumentistas. ''É uma oportunidade para o músico absorver técnicas de composição e execução. É um grande aprendizado'', diz.
As bandas autorais, contudo, são as que mais solicitam tempo e disposição de seus integrantes. ''Tive que deixar as bandas Hocus Pocus e Terra Celta justamente por causa disso. Não estava conseguindo dar-lhes prioridade'', lembra Sara. ''Aí o nível de exigência é outro. Não é só tirar músicas, mas compor. Então tem que contar com a presença de todos para conversar, criar os arranjos, ensaiar e gravar'', explica Marco Aurélio, destacando as atividades desenvolvidas na banda Monkberry.
''Tocamos no Monkberry por insistência, por acreditar que um dia o público poderá se acostumar com nossas músicas e cantar junto da mesma forma que sai de casa para cantar os sucessos num show de banda cover'', ressalta. Irmão de Sara, Julio Dellalo defende um incentivo dos poderes púbicos para esse segmento salientando que ''artistas que saem da esfera comercial mereciam apoio dos governos''. Ele é gitarrista das bandas Benditos Energúmenos e Radicais Livres, cujos shows misturam música e poesia. (N.S.)

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