ReproduçãoOs figurinos do filme foram criados pelo estilista ArmaniO que pode acontecer quando o mundo real se encontra com o virtual? É justamente essa pergunta que o filme ‘‘Nirvana’’ tenta responder. Dirigido pelo italiano Gabriele Salvatores que, em 1991, fez ‘‘Mediterrâneo’’, premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ‘‘Nirvana’’ que foi selecionado para o Festival de Cannes deste ano, traz no elenco Christopher Lambert e Emmanuelle Seigner, esposa do cineasta Roman Polanski. O filme é uma ficção ambientada no ano de 2005, numa metrópole multiétnica.
Lambert é Jimi, um designer de videogames a serviço de uma poderosa multinacional. Três dias antes de sua última criação chegar às lojas, ele descobre que um vírus entrou no programa do jogo ‘‘Nirvana’’, tornando o herói, chamado Solo, um ser com vida própria. Preso em uma imitação mórbida da vida real, Solo implora ao seu criador que o delete. Decidido a atendê-lo, Jimi precisa infiltrar-se no banco de dados da empresa. Para isso, ele perambula pelo submundo da cidade à procura de um hacker que só enxerga em preto-e-branco e de uma especialista em hardware.
Além da overdose de efeitos especiais e de um cenário futurista, o filme mostra um mundo cada vez mais sintético. Com o excesso de tecnologia, as pessoas estão perdendo o contato humano. Jimi, por exemplo, é um homem à procura do amor num universo dominado pela ficção. Tudo o que ele tem materialmente não compensa as perdas humanas que o transformam num ser vazio e solitário. ‘‘Nirvana’’ é um filme bonito visualmente, mas cansativo porque as imagens são muito repetitivas. O destaque fica por conta dos figurinos criados pelo estilista Armani para as personagens de Lambert, Diego Abatantuono e Emmauelle Seigner.
Duração: 100 minutos.
(C.M)

mockup