Ninguém fica em casa quando anoitece
Na Plaza Mayor às onze, embaixo do relógio. O mais famoso cartão-postal de Salamanca é também o ponto de encontro dos jovens, residentes ou de passagem, que curtem a noite dessa agitada cidadezinha. É preciso ter a energia dos espanhóis para começar o roteiro pelos bares. Talvez o segredo esteja em fazer a famosa siesta lá ela é seguida à risca, das 14h às 16h30, tempo suficiente para recuperar o fôlego para outra noite.
Aos poucos, espanhóis, americanos, alemães, ingleses e brasileiros, que se conheceram lá mesmo, vão se encontrando e partindo para a balada. É raro ficar no mesmo lugar a noite toda. Geralmente, a noite começa num bar de tapas (petiscos típicos), segue para um outro mais agitado, com música, e termina em uma danceteria. As distâncias curtas ajudam e o trajeto quase sempre é feito a pé.
Para provar as tapas espanholas, acompanhadas de cerveja ou de sangria, um dos mais famosos é o Cervantes, que fica na praça. Depois, o Jakos, onde os drinques são vendidos em tamanho família, ou a Chupiteria, bem próxima, para experimentar o oposto: os chupitos bebidas servidas em copinhos miniatura vendidas a E 1. Outra opção é o Puerto de Chus, onde praticamente todas as pessoas são estrangeiras. Ali perto, o El Sabor disputa o mesmo público oferecendo aulas de salsa, que acabam fazendo sucesso.
Já aquecidos, depois das 2h da manhã, os visitantes ou moradores se dividem entre as danceterias da cidade, como a Morgana, a Cum Laude ou a Camelot. A variedade de estilos e de música é grande. É bastante comum que o dia amanheça e os mais animados ainda estejam nas pistas de dança, que só fecham quando o sol bate do lado de fora. Alguns esperam ainda um pouquinho mais.





