O jornalista e escritor Nilson Monteiro é o novo imortal da Academia Paranaense de Letras (APL). Paulista de Presidente Bernardes, mas "pé vermelho" de coração, Monteiro tomou posse, na última semana, da cadeira 28, sucedendo ao intelectual Belmiro Valverde Jobim Castor, na cadeira que antes era ocupada pela poetisa Helena Kolody.
Aos 63 anos, Monteiro mora atualmente em Curitiba, mas viveu grande parte de sua carreira profissional em Londrina, passando pelo Novo Jornal e pela Folha de Londrina, entre outros veículos de comunicação. Hoje, o jornalista trabalha como assessor do governador do Paraná, Beto Richa.
Nilson Monteiro é autor de nove livros, sendo o mais recente o romance "Mugido de Trem", lançado no ano passado. "Mas o meu passaporte para a Academia Paranaense de Letras são os meus 43 anos de jornalismo", afirma, comentando que ficou extremamente grato com o convite da APL.
O jornalista se diverte quando questionado sobre que papel pretende desempenhar nas reuniões da Academia. "Não é só chá das cinco", brinca. "A minha expectativa é contribuir para o crescimento das pessoas", explica.
A Academia Paranaense de Letras reúne não só escritores, mas representantes de diversas áreas como Direito, Jornalismo, Medicina. Filosofia, Artes, entre outros. "A literatura paranaense é hoje uma das mais ricas do Brasil", garante Monteiro, citando nomes de destaque nacional como Miguel Sanches, Cristóvão Tezza, Domingos Pellegrini, Roberto Gomes, Rodrigo Garcia Lopes, Eloi Zanetti, Aroldo Murá e Marco Cremasco.

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