Nicete Bruno e Suely Franco dividem prêmio de melhor atriz
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 31 (AE) - A festa de entrega do Prêmio Shell de Teatro de 1998 reuniu ontem (30) à noite atores, autores e produtores no hotel Copacabana Palace, no Rio. Nicete Bruno e Suely Franco dividiram o prêmio de melhor atriz pela peça "Somos Irmãs", como Linda e Dircinha Batista. João Falcão foi melhor autor, por "A Dona da História" (embora concorresse também com "Uma Noite de Lua". Glorinha Beuttenmuller ficou com o prêmio especial por seu trabalho vocal com atores. Maneco Quindaré foi o vencedor da categoria luz por "A Dona da História". Sua mulher, a atriz Luciana Braga, foi receber o troféu.
A diretora estreante Ana Teixeira e o ator francês Stephane Brodt (que também fez sua primeira peça no Brasil em 1998)foram os azarões. Ficaram com os prêmios de diretor e ator pelo espetáculo "Cartaz de Rodez", baseado na correspondência de Antonin Artaud e encenado de forma quase alternativa, no Instituto Pinel, que trata doentes mentais.
Eles derrotaram pesos pesados como Domingos de Oliveira (diretor de "A Boa Alma de Setsuam"), Cininha de Paula e Ney Matogrosso ("Somos Irmãs") e Marco Nanini (indicado pelo monólogo "Uma Noite de Lua"). O casal encantou o público, especialmente Brodt, que se disse engrandecido por ganhar um prêmio brasileiro quando há tantos atores excelentes no país.
Atriz - O momento de maior emoção foi quando Paulo Goulart, o mestre-de- cerimônias, anunciou a premiação de melhor atriz, à qual concorria sua mulher, Nicete Bruno."Me sinto como Sofia Loren no Oscar", brincou ele, sem coragem para abrir o envelope. Quem leu o resultado foi Domingos de Oliveira, que estava indicado para duas categorias (melhor diretor e especial, por ter criado a Fábrica de Dramaturgia).
Ausência - Entre os indicados e na platéia faltaram grandes nomes do teatro. Marieta Severo e Andréa Beltrão, por exemplo, que fizeram "A Dona da História", um dos grandes sucessos do ano passado, não foram indicadas nem apareceram. Miguel Falabella concorria à categoria especial por abrir o teatro que leva seu nome em Del Castilho, fora do circuito habitual, já estava em Recife, onde viverá Pilatos na encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.
Diversifica - Antes da cerimônia de entrega do prêmio Shell os convidados participaram de coquetel. O presidente da Shell no Brasil, David Pirret, anunciou que neste ano a empresa vai diversificar sua atuação na área cultural. "Vamos investir a mesma quantia, mas ampliar o leque de opções", disse. Depois da cerimônia houve um jantar que entrou pela madrugada.


