'Nhoque da sorte' do dia 29 é costume instituído por imigrantes
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
Era um inverno rigoroso do ano de 303 d.C. e a neve se espalhava pelas montanhas do norte da Itália. Sozinho, condenado a morrer de frio e fome, um andarilho maltrapilho caminhava neste ambiente inóspito procurando por abrigo. Ao longe, uma lamparina fraca, dentro de uma casa de madeira, iluminava o vazio da noite. O mendigo bateu à porta, implorando por um prato de comida. Comovida pela situação, a família de camponeses acolheu com generosidade o estrangeiro, repartindo o jantar e oferecendo um lugar para ele descansar até o dia seguinte.
Quando amanheceu, o misterioso viajante havia desaparecido, deixando uma moeda de ouro embaixo de cada um dos pratos da casa, e mais uma moeda para cada pedaço de nhoque que havia comido. Era dia 29 de dezembro, e nome do homem era Pantaleão, o santo dos enfermos.
Curiosamente, na Itália ninguém nunca ouviu falar desta história. O dia 29 de cada mês, que é marcado como data oficial para comer o ''nhoque da sorte'', é uma tradição exclusivamente sulamericana, que foi estabelecida - ninguém sabe exatamente por quê - pelos imigrantes italianos no Brasil, na Argentina, no Uruguai e na Venezuela. Aqui, a saborosa refeição é marcada especialmente para atrair boas energias e bastante dinheiro para o mês que está chegando.
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