Ney Matogrosso ressurge intimista
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Alan de Faria<br> Folhapress 
Ney Matogrosso realmente é uma caixinha de surpresas. Depois de lançar o roqueiro ''Inclassificáveis'', o cantor, em seu novo álbum, ''Beijo Roubado'', pisou no freio e decidiu gravar músicas mais intimistas. Assim, ele deixou de lado a guitarra e a bateria e utilizou piano, violino e violão.
De acordo com Ney, as três músicas que abrem o novo trabalho (''Tango para Tereza'', ''De Cigarro em Cigarro'' e ''Fascinação'') nortearam a escolha do repertório de ''Beijo Roubado''. ''Voltei a escutar essas canções depois que foi lançado ''Camaleão' (box que reúne 17 CDs do cantor), uma vez que elas pertenciam às gravações raras. A partir disso, comecei a escolher o repertório do álbum'', afirma.
Entre as 14 faixas de ''Beijo Roubado'', Ney escolheu canções de importantes compositores da música brasileira e mundial. Destacam-se, por exemplo, Herilvelto Martins (''Segredo''), Vinicius de Moraes (''Medo de Amar''), Vitor Ramil (''Invento'') e Astor Piazzolla (''As Ilhas''). ''Como intérprete, acredito que mostrar o trabalho desses músicos para o meu público seja um serviço que eu presto. Cabe aos fãs, porém, ir atrás e conhecer melhor a trajetória deles'', diz.
As mais atuais do álbum são ''Nada por Mim'', sucesso da banda Kid Abelha, ''Mulher sem Razão'', gravada por Adriana Calcanhotto recentemente, e ''Bicho de Sete Cabeças'', que já foi interpretada por Elba Ramalho e Zeca Baleiro.
No momento em que muitos críticos creem no fim dos CDs, Ney nada novamente contra a corrente. O trabalho artístico de ''Beijo Roubado'' (a direção é assinada pelo estilista Ocimar Versolato, e as fotos, por Rogério Mesquita) é primoroso. ''Não acredito que o CD vá morrer. Enquanto ele estiver circulando, haverá quem o compre. Eu, particularmente, gosto de ler as letras das músicas e ver as fotos'', afirma Ney.


