Noites animadas, comida saborosa, música de melhor qualidade, arquitetura charmosa, história cheia de capítulos fascinantes e infra-estrutura turística de primeira linha foram algumas das razões que colocaram New Orleans entre os melhores destinos do planeta numa pesquisa feita pela revista norte-americana Travel and Leisure, uma das publicações especializadas no setor de viagens e turismo mais respeitadas do mundo.
New Orleans também está entre as mais votadas da revista Condé Nast Traveller’s na lista dos melhores destinos nos Estados Unidos e no mundo, além de ser considerada o melhor destino para artes nos Estados Unidos pela revista AmericanStyle e estar entre os melhores destinos para viagens de verão, apontados pela revista Rolling Stone para quem gosta de música.
Considerada um dos mais importantes centros de desenvolvimento da indústria do turismo nos Estados Unidos, New Orleans recebe cerca de 11 milhões de visitantes por ano, dos quais 1,25 milhão participam de convenções. Só os turistas norte-americanos, gastam cerca de US$ 3,5 bilhões na cidade. Para se ter uma idéia, os gastos dos estrangeiros no Brasil em 1998 foram pouco além de US$ 1 bilhão.
New Orleans fica no estado de Louisiana – berço do jazz e de outros ritmos e estilos musicais –, uma parte dos Estados Unidos que em alguns detalhes lembra um pouco o Brasil. O arroz com feijão apimentado, por exemplo, é um dos pratos típicos mais famosos. Os campos de plantação de cana-de-açúcar, pântanos e o Rio Mississipi também fazem lembrar as riquezas naturais do Brasil.
O misticismo do vodu (que se assemelha aos nossos rituais afros), o remelexo da dança, a música tradicional do interior – o zydeco, um forró tocado no acordeão e triângulo – são outras identificações. Brasileiros que visitam a cidade costumam dizer que New Orleans está para os Estados Unidos assim como Salvador está para o Brasil, pois é onde os negros têm os folclore e arte idolatrados por gente do mundo inteiro. A cidade reflete a mistura dos povos vindos do Canadá, França, Espanha e África. O Estado da Louisiana teve um modelo de colonicação bem parecido com o aplicado no Brasil, baseado na produção agrícola em latifúndios, e foi o último a ver a escravidão abolida na América do Norte, o que só ocorreu em 1864.

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