Ter um mundo de novidades e também ser uma novidade. Essa foi a inusitada sensação vivida por Camila Parahyba Ravagnani, 18 anos, fora do Brasil. Ele passou o primeiro semestre de 2007 estudando em Selkirk, no Canadá, pelo programa High School da Central de Intercâmbio (CI). E voltou ao Brasil, mais precisamente em Foz do Iguaçu onde mora, com muitas histórias para contar.
O embarque rumo ao desconhecido foi dia 1º de fevereiro e de cara ela enfrentou um frio irreal para uma brasileira. ''Quando cheguei estava 45 graus negativos, tinha muita neve, as árvores e casas estavam cobertas de branco, tudo muito lindo'', recorda.
E o primeiro mês foi recheado de novidades. ''Esses primeiros dias são incríveis, tudo é novo, da neve ao ônibus amarelo que leva ao colégio, as pessoas, as roupas, a comida, até eu mesma era novidade e algumas pessoas chegavam e faziam um milhão de perguntas'', conta Camila.
A vida de intercambista não foi das mais fáceis. A estudante revela que há inúmeras regras a serem cumpridas, que incluem horários para dormir, proibição de fazer tatuagens, piercings e ingerir bebidas alcoólicas. Mas nada que tirasse o brilho da nova experiência. ''O começo foi um pouco difícil porque eu estava acostumada com uma vida e quando cheguei lá tive que recomeçar do zero. Teve um tempo de crise em que eu queria voltar para casa de qualquer jeito mas quando chegou a hora de ir embora, fiquei com o coração pequeno de largar tudo e todos que eu conheci e gostei'', admite Camila.
A vida nesses seis meses incluiu jogos de hockey, cafés, restaurantes, cinema e vários amigos novos. A escola também trouxe aprendizados. ''As matérias são bem explicadas e o aluno acaba entrando no ritmo. Os professores são muito bons e ajudam o aluno sem problema nenhum, com os estrangeiros eles ainda têm mais paciência e boa vontade'', descreve Camila.
Um dos momentos mais difíceis, conforme ela, foi quando o inverno foi embora e deu espaço para a primavera. ''Eu gostava muito do hockey e da neve e quando isso acabou eu senti muita falta, mas descobri coisas diferentes para fazer'', diz. A experiência vivida, atesta Camila, foi ''incrível''. ''Me fez ver as coisas de uma maneira diferente que eu nunca vou esquecer. É claro que tem momentos de altos e baixos, mas no final as coisas boas são as únicas que ficam'', declara.
Informações sobre o programa High School pelo telefone (43) 3029-0203. Ele é destinado a adolescentes que queiram passar até um ano estudando fora do País e que estejam cursando o Ensino Médio.

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