Nem tudo é de se jogar fora nas bancas
Empolgar os obcecados em histórias em quadrinhos não é fácil. Escolados na arte de flagrar tramas raquíticas, muitos colecionadores de gibis têm preferido visitar os sebos (casas que comercializam revistas e livros usados) às bancas coNvencionais na atual temporada de lançamentos.
Mas aos que quiserem arriscar, vai a dica de dois lançamentos da Abril Jovem, cada um dirigido para um perfil de leitor: A Mão Invisível esbanja o selo Vertigo no alto da capa, indicando qualidade de argumento. A HQ traz a saga do estudante universitário Mike Webb que se vê perseguido por uma organização clandestina chamada Mão Invisível, após receber um disquete de seu pai contendo informações secretas sobre a entidade. O texto é de Terry Laban e o desenho de Ilya.
De outra linha é a revista Deathblow e Wolverine, chancelado pelo selo Image, célebre por privilegiar o visual em detrimento do roteiro. Mais voltado para os adeptos da ação e da pancadaria sem freios, esse título vai surpreender muita gente com sua apropriação da linguagem do mangá do qual capturou a arte limpa e a quase ausência de diálogos.
A história é ambientada em Chinatown, o bairro oriental de São Francisco (EUA), onde os dois personagens do título se aventuram para encoNtrar uma garota chinesa desaparecida. Wolverine, como se sabe, é o mutante mais conhecido dos quadrinhos e a principal estrela dos X-Men. De pavio curto, ele está sempre pronto para usar suas afiadas garras.
Deathblow, por sua vez, é um dos heróis mais populares criados por Jim Lee. Foi um dos membros da força-tarefa governamental Team 7. Ao descobrir que estava com uma doença incurável, deixou a equipe e passou a agir como mercenário. Como Wolverine, treta é com ele mesmo. Escrita e desenhada por Aron Wiesenfeld, a revista transporta a velocidade da narrativa japonesa para o mundo dos heróis Marvel e Image. (N.S.)





