Bandolim, pandeiro, clarinete e violão. Pode ser também flauta, cavaquinho e violão, como é mais tradicional. Pronto. Está formada a roda de choro. Nada mais alegre, criativo e contemporâneo. Em Curitiba o grupo Retratos é o mais conhecido pelas rodas de choro, que têm como característica básica a forma chorada de execução, com acompanhamento de notas graves do violão.
O nome engana. Nem sempre o choro é triste ou melancólico. Na maioria das vezes é rápido e alegre nos seus acordes. ‘‘Antigamente, no final do século 19, usava-se muito o piano nas rodas de samba. Mas a dificuldade de transporte acabou por eliminar esse instrumento. Em geral, as rodas de choro ocorrem em bares ou casas de amigos e são sempre divertidas e informais’’, conta o violonista João Egashira. Ele e o músico Sérgio Albach são os responsáveis pela cena de choro em Curitiba.
O maior impulso das rodas de choro na cidade foi dado pelo Conservatório de MPB da Fundação Cultural de Curitiba. Há duas turmas de ‘‘Prática de Choro’’ e as aulas de instrumentos musicais sempre dão um enfoque especial ao repertório de choro. Os professores de ‘‘Prática de Choro’’ são, justamente, João Egashira (violão) e Sérgio Albach (clarinete), líderes do grupo Mandando Lima, ao qual se juntaram Luciano Lima (violão de sete cordas) e Gabriel Schwartz (flauta), seus ex-alunos. ‘‘Tocamos os choros tradicionais com muito improviso e só instrumental’’, conta João.
João e Sérgio já participaram de outras formações de grupos de choro, como ‘‘Ou vai ou racha’’ e ‘‘Bem Brasil’’, que se extinguiram. Havia também a Roda de Choro, no Sebo de Elite. Hoje, os grupos mais atuantes são o ‘‘Choro e Seresta’’, que também é o mais tradicional e toca aos domingos no Largo da Ordem; e ‘‘Simplicidade’’, que apresenta-se aos sábados à tarde no Parque Bargui.
O grupo Mandando Lima, com a formação antiga de Retrato, tocava no Restaurante Beto Batata, mas a hora do almoço tumultuava muito as apresentações. Os músicos estão negociando um horário alternativo ou quem sabe um outro local.

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