Luiza Dantas/Carta Z NotíciasZezé Polessa: ‘‘... tenho o cuidado de não fazer um personagem típico de programa de humor semanal’’Zezé Polessa está se sentindo afogada nos textos de ‘‘Salsa e Merengue’’. Pelo ritmo frenético de gravação, Zezé tem de decorar calhamaços de falas da fogosa Marinelza. Apesar de reclamar do cansaço, a atriz acredita que está num momento positivo de sua carreira. Tanto pela popularidade da personagem junto ao público, como pelos companheiros de cena. ‘‘O Luiz Salém e a Stella Miranda são velhos conhecidos de teatro. São todos muito divertidos’’, festeja Zezé.
Em seu apartamento no Leblon, na Zona Sul do Rio, que mais parece um grande álbum de família pela quantidade de fotos e recordações de viagens espalhadas pela casa, Zezé fala descontraída da vida pessoal e do tempo em que abandonou a Medicina para virar atriz.
Ao contrário da puladora de cerca Marinelza, Zezé diz que é dedicada a seus amores, mais especificamente o ator Paulo José, namorado há sete anos, e o filho João, de 15 anos, do casamento com o ator Daniel Dantas. ‘‘Até sufoco um pouco o João por querer ser mãe todo o tempo’’, reconhece.
Aos 43 anos e 12 de televisão - estreou na minissérie da Manchete, ‘‘Tudo em Cima’’, em 85 -, a Marinelza é o primeiro personagem em que Zezé exercita a sensualidade. Mila, de ‘‘Explode Coração’’, era uma emergente que cuidava do corpo, mas não arriscava aventuras amorosas. Antes, havia feito apenas tipos completamente desprovidos de vaidade, como a bigoduda Firma, de ‘‘Memorial de Maria Moura’’, e a religiosa Jandira, de ‘‘Decadência’’. ‘‘Alguns homens me confundem com a Marinelza e fazem propostas. É bom o reconhecimento, mas abuso irrita’’, avisa.
Entusiasmada com a repercussão de seu monólogo ‘‘Florbela Espanca’’, a bela do Alentejo, dirigido pelo autor de ‘‘Salsa’’, Miguel Falabella, Zezé planeja entrar em turnê com a peça assim que terminar a novela. Indo, inclusive, a Portugal, terra natal da personagem. Foi por causa do processo sofrido de composição da Florbela que Falabella prometeu a Zezé um papel em sua novela. ‘‘Ele dizia que um dia ia escrever um personagem para eu rir muito’’, relembra Zezé. E, por consequência, fazer o público rir.
Sua carreira foi marcada por personagens sem atrativos exteriores como a Firma, de ‘‘Memorial de Maria Moura’’ e a Jandira, de ‘‘Decadência’’. É bom fazer uma mulher bonita?

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