Há cerca de 500 mil anos a espécie humana descobriu o fogo. Nossos antepassados, bem passados, puderam então saborear uma picanha ao ponto e namorar diante da lareira. Enquanto estranhos animais passeavam pelo jardim, ancestrais do Antonio Carlos Magalhães, dos músicos do Sepultura, do Bussunda, de todos nós, enfim, costumavam ficar horas e horas reunidos em suas cavernas jogando grunhidos fora. A linguagem falada, acreditam os antropólogos, só se estruturou há 50 mil anos.
Recentemente - apenas 5 mil anos atrás -, ao que tudo indica por acaso, durante a fabricação de pães, descobriu-se que era possível fazer um interessante tipo de bebida a partir da fermentação de grãos. No Egito ou na Babilônia - ninguém sabe ao certo quem foi o primeirão - o homem começou a produzir e a consumir cerveja.
Depois dessa longa trajetória, dois amigos estão sentados em um barzinho esfumaçado, tarde da noite. São clientes antigos. Aquela sede de nômades que cruzaram deserto. Garrafas multiplicam-se sobre a mesa.
- Traz mais uma loira geladona!
O dono do bar mergulha no freezer.
- Tem que ser trincando!
- Issssoaaí! (a fala já meio pastosa)
Lá pelas tantas, pedem a penúltima. O botequeiro, paciência arrastando no chão, pega uma garrafa da geladeira sem olhar a marca nem nada. Além dos três, não há mais ninguém no bar.
A conversa dos bêbados é uma longa estrada. Já falaram de política, economia, comportamento, ocultismo, discos voadores e, claro, futebol.
Três penúltimas depois, o assunto é...mulher!
- Antigamente todo otário tinha mulher boazuda. Agora não sei o que está acontecendo: ou diminiu a oferta de mulher boazuda ou aumentou a população de otários.
Mas como papo de bar não sobrevive sem polêmica, um dos encharcados sai com essa:
- A verdade é que o mundo seria uma beleza se as mulheres não existissem...
Cabeça despejada nas mãos, cotovelos no balcão, o dono do bar resmunga alguma coisa.
O pé-de-cana defende sua tese com o entusiasmo de um cientista:
- A mulher empurra o homem para o precipício dos problemas emocionais desencadeando o espírito de competitividade que atormenta o mundo moderno...
- Peraí, peraí! - o amigo interrompe. Quer saber o óbvio: como a espécie se preservará sem as fêmeas?
E o pior é que o outro tem uma resposta:
- Só uma questão de adaptação. O macho acabará desenvolvendo um útero, simplificando o processo de reprodução. Algo assim como um aparelho de TV com videocassete embutido, entendeu?
- Ai, Jesus! - diz o botequeiro, torturado em sua sobriedade.
- A saideira! - grita um dos bebuns.
- Isssssssoaaaaí! - o outro reforça.
O dono do bar joga a toalha:
- Pra mim chega!
Entrega a chave do estabelecimento aos dois.
á- Já que vocês não vão, vou eu.
E os dois amigos ficaram lá, redescobrindo o fogo eternamente.APROXIMA-SE O DIA...
Pelo andar da carruagem, aproxima-se o dia em que os governos não conseguirão sequer administrar a si próprios.
FUMO
Esses fumantes são uns tipos inconvenientes. Não deixam a genterespirar sossegado a fumaça dos ônibus e caminhões.
DELÍRIO
O Brasil poderia sair da crise se exportasse mais minhocas. A gente vive com a cabeça cheia, mesmo...PESQUISAS
Pesquisa científica mostra que os otimistas vivem mais que os pessimistas. Como os pessimistas não fazem questão de viver muito, está tudo certo.TOKST15S30KSTOKSTOK+00K00OKSTOKS

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