TerraViva, exposição
de Wania Tibery,
explora a riqueza e
a força da natureza
Chiara Papali

Especial para a Folha2

Wania Tibery traz a Londrina toda a riqueza do Pantanal e da Amazônia em sua exposição ‘‘TerraViva’’, inaugurada ontem na Galeria Banestado. A artista plástica é de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e passou toda sua infância em Três Lagoas, muito perto da natureza, ‘‘às portas do Pantanal’’. A Amazônia ela conheceu recentemente. ‘‘Fui para lá em julho de 97 e me encantei’’, diz.
A exposição ‘‘TerraViva’’ traz oito telas, em tinta acrílica, que retratam a floresta, os bichos, as árvores e as águas. ‘‘Eu procurei mostrar a natureza em todas as suas formas’’, explica Wania, que conseguiu conciliar a paisagem da Amazônia com o Pantanal. ‘‘Eu acho que a grande semelhança entre estes dois lugares é que eles são regidos pela água, os rios determinam seus ciclos de vida’’, explica.
Para apreciar toda a beleza das telas é preciso atenção, pois nem tudo é explícito no trabalho da artista. ‘‘Eu quero que as pessoas descubram os segredos e completem a pintura’’, diz Wania. Na tela ‘‘Misterioso Ritual’’, por exemplo, as figuras vão surgindo do escuro, e é preciso ficar atento para enxergar, como se fosse possível estar dentro da floresta. ‘‘Eu senti a magia da mata quando fiz este quadro’’, diz Wania Tibery.
Mário CesarWania Tibery: ‘‘Eu quero que as pessoas descubram os segredos e completem a pintura’’Na tela ‘‘As Formas da Mulher Encantada’’ Wania retrata uma dança folclórica que presenciou na Amazônia durante a festa do boi, em Parintins. ‘‘A dança contava uma história de amor e eu procurei trazer toda a sensualidade dessa história para o quadro’’, conta a artista, que nunca planeja seus quadros. ‘‘As figuras vão surgindo e se modificando, até resultar num sentimento que você nem sabia que tinha’’, completa.
Wania vem pintando seus quadros desde o ano passado e resolveu montar a exposição quando, segundo ela, já havia várias telas com uma coerência de linguagem entre elas. ‘‘Eu quero mostrar que nós somos muito ricos e que é dentro da terra que está nossa alma’’, conta.
Na mostra ainda podem ser vistas as telas: ‘‘Riquezas Nossas de Cada Dia’’, ‘‘Intimamente Uno’’, ‘‘Velha Amiga’’, ‘‘Dona Anta’’, ‘‘Serrado’’ e ‘‘Senhor da Vida’’.

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