São Domingos - Mata fechada, água transparente e muitos animais livres. É impossível não se encantar com a vida que parece seguir em perfeita ordem sem a interferência do homem nos parques nacionais dominicanos. Esses pólos de preservação atraem turistas que querem conhecer o lado mais rústico da República Dominicana.
  E um dos parques mais disputados é o Nacional del Este, que inclui uma parte marinha, mais de 200 cavernas com vestígios da época pré-colombiana e ainda as Ilhas Catalina e Saona – esta, conhecida por ser um recanto dos golfinhos.
  Por essa área vivem outras importantes espécies da fauna litorânea, como o peixe-boi, e 112 tipos de aves. Em um passeio ainda é possível passar por áreas de mangues e praias praticamente desertas.
  Na Ilha Saona há apenas dois pequenos povoados, Mano Juan e Punta Gorda, onde vivem somente 300 pessoas. Nessa porção de terra ficam praias incríveis. Mais a oeste, a Ilha Catalina é completamente desabitada e selvagem.
  Próximo da Baía de Samana está o Parque Nacional Haitises, popular por seu ecossistema delicado e por ser o maior da República Dominicana. O local guarda formações rochosas e três sistemas de cavernas interligados por túneis.
  Para chegar até lá, só com o auxílio de guias locais. O parque tem mata fechada, típica de floresta tropical, e clima extremamente úmido. Aconselha-se ir bem preparado para as caminhadas.
  No Parque Nacional Armando Bermudez, o primeiro do país, aberto em 1956, o clima é completamente diferente. Mais gelada do que as outras regiões do país, os termômetros dessa área de preservação chegam a marcar 12 graus no inverno. Sem praia, os viajantes que escolhem o local praticam alpinismo pelos picos do parque. Para fazer os passeios por lá é preciso reservar com antecedência.

Debaixo d’água
  Era 1984 quando um grupo de biólogos decidiu afundar propositalmente o navio The Hickory, a mais de 22 quilômetros da costa de São Domingos. A estrutura serviu como um recife artificial e milhares de animais marinhos começaram a se instalar ali. Tempos depois, outro navio, o The George, também foi afundado, na mesma região, e mais espécies surgiram no local.
  Os dois naufrágios somaram-se aos recifes naturais do Parque Nacional Submarino La Caleta e transformaram o fundo do mar em um verdadeiro parque de diversões para os mergulhadores. O melhor: não é preciso auxílio de cilindro para ver as belezas do mar. Basta um simples snorkel para os olhos alcançarem uma infinidade de espécies de peixes. Operadoras de turismo locais fazem o passeio até o parque nacional.

Bayahibe
  Ponto de partida para o passeio à Ilha Saona, Bayahibe, uma pequena vila de pescadores, assistiu, nos últimos anos, à construção de enormes resorts bem do lado de pousadinhas simples. Na costa leste da República Dominicana, essa região desponta para o turismo e, por enquanto, consegue mesclar agito com um certo clima provinciano.
  O diferencial dessa área é justamente conseguir a proeza de atender dois tipos de turistas bem distintos: os que buscam resorts all-inclusive e aqueles que só querem uma pousada modesta de frente para o mar. Em comum, esses dois grupos vão poder curtir a natureza exuberante da região.
  Há ainda outro tipo de hospedagem em Bayahibe, as guest houses. Por a partir de US$ 25 por dia, é possível alugar um quarto na casa de um nativo, opção interessante para quem pretende conhecer o modo de vida local.

Meio ambiente
  E um dos lemas dessa área é preservar o que há de mais belo. Por isso, a maioria dos hotéis de Bayahibe busca contribuir para o desenvolvimento sustentável da vila. Muitos empreendimentos têm projetos de educação para as crianças ou voltados para a preservação das iguanas e das tartarugas – animais que passeiam livremente por lá.
  A interação com os moradores também é maior nessa região. Ao contrário do que ocorre nas outras praias, por lá ainda há barraquinhas bem típicas e moradores fazem questão de buscar o coco no pé para vender aos turistas. A água da fruta vem acompanhada de um pequeno show de agilidade: os vendedores sobem feito lagartos velozes até o topo do coqueiro e cortam rapidamente a fruta.
  À noite, prefira ir aos bares tradicionais da vila. Fora dos resorts, é possível ver, de verdade, como os dominicanos se divertem e como a vida noturna do país pode ser diferente. Nesses locais, mais uma vantagem: as bebidas saem bem mais em conta. (N.Z./Agência Estado)

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