As belezas naturais da Chapada dos Guimarães ainda estão praticamente inexploradas comercialmente, o que a torna mais atraente ao ecoturista. Sem contar o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, uma área de preservação ambiental controlada pelo Ibama e que já dispõe de uma certa estrutura para atender o turista, e a Salgadeira, um terminal ‘‘turístico-farofeiro’’ montado na entrada da cidade, várias atrações ainda estão engatinhando em termos de receptivo. O motivo é que muitas estão dentro de propriedades particulares, cujos proprietários estão despertando lentamente para o potencial turístico.
Para se conhecer a região como ela merece, a melhor opção é contratar um guia local. Todas as atrações naturais ficam distante do centro da cidade e, para chegar, é preciso chacoalhar por estradas de terra. Em alguns casos, o acesso somente é possível em carros com tração nas quatro rodas, como o Curral de Pedra, por exemplo, (paredões de arenito de grande beleza que foram usados, há muito tempo, como currais).
Outras necessitam de guias – Caverna Aroê Jari (ou caverna do Francês) e a Lagoa Azul – como uma segurança extra. Dentro de uma propriedade particular, chegar até as duas exigem um certo preparo físico para enfrentar os cerca de seis quilômetros de caminhada ida e volta e também cuidados extras para evitar cobras (cascavéis e corais, em sua maioria) e até uma ou outra onça na trilha. Os guias, acostumados com a fauna local, estão preparados para agir se for o caso. (T.E.)

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