Ilha de Páscoa - A história da Ilha de Páscoa é marcada por guerras e pela luta constante para a preservação da cultura. Entre os séculos 17 e 19, a população local era de aproximadamente 14 mil habitantes. Com os alimentos cada vez mais escassos, as guerras entre clãs começaram. A primeira providência dos guerreiros era arrancar os olhos dos moais da tribo atacada, por acreditarem que isso tiraria a força deles. Depois, derrubavam e destruíam as estátuas. Nesse período, houve também canibalismo.
Quando as guerras terminaram, as atenções se voltaram para a aldeia de Orongo ao lado do vulcão Rano Kau , onde ocorria a competição para eleger o homem-pássaro (Tangata Manu), o título mais cobiçado entre os ilhéus. Os candidatos deveriam nadar até Motu Nui, uma das três ilhotas próximas de Rapa Nui, e trazer um ovo. O vencedor conquistava o direito de reinar por um ano.
A aldeia de Orongo hoje é um parque, no qual um adulto paga 5 mil pesos (quase R$ 21,80) para entrar. Além de observar as casas de pedra em que os moradores ficavam durante a competição, os visitantes têm uma bela vista da cratera inundada do vulcão Rano Kau.
Em 1722, o holandês Jacob Roggeveen chegou à ilha em um domingo de Páscoa. Em 1805, os ilhéus começaram a ser vendidos como escravos. Com isso, os conhecimentos da escrita rapanui se perderam. Alguns foram repatriados por volta de 1877, mas trouxeram doenças que dizimaram a população. De 6 mil habitantes sobraram apenas 111.
A ilha foi anexada ao Chile em 1888 e teve mais da metade de seu território arrendado para a Inglaterra entre 1895 e 1953. Nessa época, Rapa Nui foi cercada e seus moradores, confinados à região de Hanga Roa. Apenas na década de 1960 começariam os trabalhos de resgate da cultura e restauração dos moais. Hoje, a ilha é considerada o maior museu ao ar livre do mundo e está na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. (A.M.)

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