Nativos contam histórias
Mas a grande surpresa, sempre, é conhecer pessoas. Alcides, 85 anos. Seus avós já moravam na ilha e seu tataraneto de 2 anos também é nascido lá. Sempre disposto a uma festa, ele está sempre bem arrumado, de calça comprida, camisa branca de manga longa e chapéu. Outra figura típica é o Antonio, que mora na ponta da praia com seu neto de 18 anos, com incríveis histórias de pescador para contar. Vivendo em meio à austeridade de uma casa simples de madeira, exposta a todo tipo de intempéries, sua figura lembra a de um santo em retiro espiritual no meio da natureza.
Leonildo, 65 anos, mora longe da vila, fora da civilização. Com orgulho e convicção inabalável, o rei do Fandango, como é conhecido, logo vai se revelando: Nem caiçara, nem sertanejo. Eu sou é caboclo. Minha cultura é a música. Das violas e rabecas que faz parece vir o som da mata. Tem a madeira e o tempo certo de fazer os instrumentos, ensina. Herdeiro do avô na arte da música, ele e seus irmãos tinham acabado de gravar um CD em Curitiba no dia de nossa visita. O Fandango foi plantado no Uruguai, mas quem está colhendo os frutos sou eu.





