Já se foi o tempo em que jogar RPG era uma atividade restrita a garotos reclusos e 'nerds'. Hoje, com milhares de referências espalhadas pelo universo pop - que vão desde o desenho animado ''Caverna do Dragão'' até a trilogia cinematográfica de ''O Senhor dos Anéis'' e o popular seriado de comédia ''Big Bang Theory'' - é possível afirmar que os jogos de RPGs integram com naturalidade a cultura popular.

Criado e popularizado entre estudantes da Califórnia na década de 70, o RPG é a abreviação de Role Playing Game (em inglês, Jogo de Interpretação de Papéis), e o grande diferencial desse tipo de jogo é que ele permite ao jogador assumir características - físicas e psicológicas - de um personagem de sua escolha, com um nível de liberdade, criatividade e improvisação.

''Todos os jogos proporcionam interação, mas acho que os RPGs são casos especiais, porque eles estimulam você a criar um personagem do zero, ajudar o seu grupo em uma missão, convencer outras pessoas. Esses fatores tornam ele muito complexo'', analisa Eduardo Baggio Vieira, proprietário da BatBanca, estabelecimento especializado em produtos do gênero em Londrina.

''Eu conheci pessoas jogando RPG de mesa quando estava no colégio que são meus amigos até hoje. Acredito que o jogo de interpretação proporciona esse tipo de amizade'', reflete.

Nas te­las dos vi­deo­ga­mes e com­pu­ta­do­res os nú­me­ros im­pres­sio­nam, trans­for­man­do o jo­go em mui­to ­mais do que uma brin­ca­dei­ra en­tre ami­gos. De acor­do com da­dos di­vul­ga­dos há uma se­ma­na pe­la agên­cia de pes­qui­sas New­zoo.org, os cha­ma­dos ­MMORPGs (­RPGs jo­ga­dos on­li­ne, com usuá­rios de to­do o mun­do) já mo­vi­men­tam ­mais de US$ 5 bi­lhões por ano, e a pre­vi­são é de que o mer­ca­do pa­ra es­se ti­po de ga­me ul­tra­pas­se a so­ma de U$ 8 bi­lhões em 2014, su­pe­ran­do o lu­cro tan­to da in­dús­tria fo­no­grá­fi­ca quan­to de Holly­wood.

Leia mais na matéria do repórter Rafael Ceribelli

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