Ninguém escreveu um ensaio definitivo sobre literatura pop. Mas ninguém tem dúvidas sobre a filiação estilística do inglês Nick Hornby, 48 anos, cuja obra encaixa-se como luva na linhagem de uma narrativa repleta de referências ao universo do rock.
O autor ficou famoso ao publicar o romance ''Alta Fidelidade'' (1995), que virou filme, peça de teatro e até inspirou o título de uma festa periódica de indie rock em Londrina. O livro colaborou para impulsionar a mania de fazer listas musicais de ''melhores'' e ''piores'' disso e daquilo.
Quando foi lançado, o escritor foi aclamado como o Proust da geração Oasis. Oito anos e dois livros depois, ele voltou a falar de música pop no volume ''31 Canções'', cuja tradução acaba de chegar às prateleiras brasileiras pela editora Rocco. Aqui, Hornby deixa a ficção de lado para divagar sobre algumas canções que marcaram sua vida.
Os textos sugerem uma mistura de crônica, ensaio e resenha crítica. ''O que eu escuto são canções e isso exclui quase todo o resto. Não escuto música clássica ou jazz com muita frequência e, quando as pessoas me perguntam de que música eu gosto, acho muito difícil responder, porque elas geralmente querem nomes de pessoas e posso dar-lhes apenas nomes de canções'' proclama ele no texto de abertura.
''Umas duas vezes por ano gravo uma fita para ouvir no carro, uma fita com todas as novas canções que adorei nos últimos meses e, cada vez que concluo uma dessas gravações, não posso acreditar que haverá outra. Contudo, sempre há outra e mal posso esperar pela próxima. Você precisa de apenas mais umas poucas centenas de coisinhas como essa para ter uma vida que valha a pena ser vivida'' salienta o autor, em outro trecho.
Leia mais sobre o livro ''31 Canções'' na página 3

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