Nas ondulanças do tempo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de março de 1998
Zeca Corrêa Leite 
DivulgaçãoO tempo,
a finitude
e o amor
estão
presentes
nas
aventuras
sucessivasBaé. Não precisava mais que o nome de um personagem para que o contador de histórias Itaércio Rocha ficasse satisfeito com o título do espetáculo que volta hoje à cena, no Teatro de Bonecos, em Curitiba. Ator, bailarino, bonequeiro e cantador, Itaércio - nascido no Maranhão, mas com passagem por Maringá, antes de chegar a Curitiba - cria sua magia colocando os bonecos sob os holofotes, ou atrás de tecidos, levando às crianças o teatro de sombras.
Baé é um pescador que descobre o mar e, além das águas, descobre a vida. Tudo que vem a seguir - adaptações de contos que atravessam o tempo - são as histórias que o velho vai contando. O tempo, a finitude e o amor estão presentes nas aventuras sucessivas.
Tudo começa com Baé em A Canção para Baé. Depois vem a história do sapo em O Sapo - seu nascimento, a relação com o rio e a morte dão lugar à A Velha Fiá. Uma canção folclórica que aborda a íntima relação do homem com a natureza, com o poder e o tempo imperando sobre tudo.
Dos irmãos Grimm está presente Os Três Fios de Ouro dos Cabelos do Gigante: um menino enfrenta desafios para ver seu amor realizado. Termina com A Florista. É uma canção popular que conta as emoções vividas por uma jovem (a florista) e seu pretendente.
Baé, o espetáculo, também tem história. Foi apresentado no Teatro Carlos Werneck, no Rio de Janeiro, a convite da Associação Rio Teatro de Bonecos, esteve no 10º Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Canela e no 6º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos de Curitiba. A duração da peça: 50 minutos.
Baé - Adaptação de textos, direção e encenação: Itaércio Rocha. De hoje a 29 de março, sempre aos sábados e domingos, às 17h. Teatro de Bonecos, Rua Mateus Leme, 32 (junto do Largo da Ordem). Ingressos: R$ 7,00 e R$ 5,00. Informações: tel. (041) 322-2628 ramal 125.


