Nas ondas do reggae e do mar azul
A Jamaica, terceira maior ilha do Caribe (depois de Cuba e Hispaniola), cultiva a paz, o amor e o reggae. Terra de Bob Marley, Peter Tosh, Dennis Brown, de muitas belezas e histórias. Lugar do rastafári, dos esportes náuticos e de um pôr-do-sol absolutamente fantástico. O gingado de sua gente faz com que os visitantes se sintam em casa, uma certa latinidade pode ser verificada, inclusive, logo na chegada. Nos aeroportos internacionais, de Kingston ou Montego Bay, é comum a presença de bonitas mulatas, trajando roupas alegres, cantando e dançando. Esse tipo de recepção, parece repetir-se nos demais dias de permanência na região.
Aliás, o que mais se ouve por lá é no problem (não há problema). A expressão também pode significar: entendi, esqueça, fique à vontade ou está bem. E pode ser lida nas camisetas, bonés, adesivos, etc... Assim começa o mergulho no ritmo jamaicano, relaxando e esquecendo as preocupações do dia-a-dia.
Apesar da maioria da população ser protestante, a filosofia rastafári é vista com bons olhos. Fundada por Marcus Garvey, a religião prega a paz, o não consumo da carne de porco, o naturalismo, o consumo da ganja (maconha) - para não perder o contato com a divindade suprema -, a adoração ao deus Jah e aceitam a Bíblia judaica. Claro, essas regras podem variar muito.
Na ilha, a temperatura média anual oscila em torno dos 23 graus, ou seja, praia o ano inteiro. Antigo reduto de piratas e aventureiros espanhóis, franceses, ingleses e holandeses, é banhada por um mar de águas na cor azul-esmeralda, onde é comum ver a travessia de rústicas canoas de bambu. Em alguns lugares esse tom muda para o verde claro. Na Jamaica, o idioma é o patois, uma mistura de inglês com dialetos africanos. As praias de lá não são longas, a maior delas é a de Negril.
Apesar de ser conhecida como a praia das sete milhas, tem apenas três. É muito bonita, limpa e enfeitada por coqueiros. Em Negril a lei determina que nenhum prédio pode ser maior do que a mais alta palmeira. No balneário, os amantes das aventuras aquáticas se divertem. E a moda é assistir ao pôr-do-sol de um dos cafés, como o Ricks Café. Há quem prefira fotografar e até gravar em vídeo o espetáculo. Para fazer um tour pela região, o melhor é alugar uma bicicleta mesmo. Quem segue para Montego Bay, não pode deixar de conhecer o farol e Booby Cay, onde foi rodado o filme 20 Mil Léguas Submarinas.
Montego Bay é a segunda maior cidade da Jamaica, e onde se concentra a maioria dos turistas. Um programa singular é o passeio noturno, iluminado por tochas, pelo Great River. Aproveite também para visitar a destilaria do famoso rum jamaicano Appleton. No item compras, o artesanato é muito interessante, além das louças, bebidas, perfumes, charutos, casemira inglesa e cristais. Montego Bay abriga uma grande quantidade de galerias de arte. A mais conhecida é a Galeria de Arte da Companhia das Índias Ocidentais.
Assim como em toda a Jamaica, se come muito bem na localidade. As preferências são os pratos elaborados a partir de lagostas, lagostins, camarões, peixes, frutos do mar, carne de porco defumada e frango. A sobremesa: frutas nativas. Já quem quiser conhecer a raiz do reggae de Bob Marley, deve ir para Kingston e aproveitar para marcar presença no Museu Bob Marley. Para entender um pouco mais a cultura jamaicana, visite a Galeria Nacional e o Instituto da Jamaica.Arquivo FolhaNo problemA expressão típica da Jamaica convida ao relaxamento, esquecendo as preocupações do dia-a-diaCleide Cavalcanti





