Nas ondas da tecnologia
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sábado, 03 de maio de 2014
Marcos Roman <br>Reportagem Local 
Houve um tempo em que músicos e cantores de Londrina tinham que viajar para grandes centros para conseguirem gravar seus trabalhos musicais com qualidade. O avanço tecnológico, a padronização de equipamentos e a facilidade de importação foram responsáveis pela mudança desse cenário. Atualmente, até mesmo artistas locais conhecidos nacionalmente recorrem aos estúdios da cidade para registrar em CD as músicas a serem lançadas para todo o País.
Com 35 discos lançados ao longo de mais de três décadas de carreira, a dupla Teodoro e Sampaio optou por gravar em Londrina as músicas que são candidatas a hits sertanejos. "Antigamente a gente gravava discos em grandes estúdios de São Paulo. Mas há dez anos resolvemos gravar em Londrina porque a cidade tem ótimos estúdios e excelentes técnicos de som. Não existe mais essa diferença de qualidade", afirma o cantor Teodoro.
"O álbum que lançou a dupla Fernando e Sorocaba nacionalmente também foi gravado em Londrina. Isso tem acontecido porque praticamente todos os estúdios do mundo utilizam os mesmos software de gravação", argumenta Luciano Galbiati, que foi proprietário do Áudio Sonora e desde a década de 90 trabalha como produtor musical.
Segundo ele, um programa de computador chamado "Pro Tools" serve como base para a captação de som tanto em estúdios modestos quanto nos mais equipados do planeta. "Trata-se de um programa americano que acabou se tornando uma referência mundial. Não existe nada melhor no mercado, no entanto, a qualidade de outros equipamentos como o microfone, o isolamento acústico da sala de gravação e os recursos que serão aplicados no trabalho de pós-produção acabam interferindo no resultado final das gravações", esclarece.
Galbiati afirma que a montagem de um bom estúdio requer um investimento alto. "O valor vai depender da qualidade dos equipamentos. No caso dos microfones, por exemplo, existem modelos com preços que variam entre R$ 500 e R$ 10 mil e é óbvio que os melhores custam mais caro. Para garantir que o estúdio tenha todo o aparato técnico é necessário investir cerca de R$ 300 mil na compra de um bom computador, microfone, software (programa de informática), módulos e materiais para garantir o isolamento acústico do espaço", detalha.
De acordo com o produtor, o custo para quem deseja simplesmente gravar um CD varia entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. "Tudo vai depender da experiência dos músicos e da quantidade de horas que o trabalho vai exigir. O valor é cobrado por hora e, em média, gasta-se cerca de 100 horas para produzir um CD inteiro. Esse tempo é gasto na gravação de cada instrumento e das vozes, que normalmente é feita individualmente, no processo de mixagem, em que tudo o foi gravado para cada faixa é reunido e editado, e na masterização, que é o processo de finalização das músicas antes de o CD ser prensado", explica.
Uma forma de amenizar os custos, segundo Galbiati, é trabalhar intensamente na pré-produção do CD. "Isso envolve muitos ensaios, seleção prévia dos equipamentos que serão utilizados em estúdio e produção antecipada do arranjo de cada música a ser gravada. Todos esses itens devem ser acertados com um produtor musical experiente muito antes de iniciar as gravações", ressalta.
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