Nas asas das borboletas
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Rafael Ceribelli <br> Reportagem Local 
Quando começou a se interessar pela arte, a pequena Anny Carvalho, no alto de seus onze anos, dava os primeiros passos na pintura fazendo aulas particulares na pequena cidade paulista de Presidente Wenceslau, pincelando e descobrindo a magia das camadas de tintas que, se usadas corretamente, tinham o poder de exprimir os mais profundos desejos e sentimentos.
Hoje, onze anos depois, a agora estudante do 4º ano do curso de Artes Visuais na UEL se prepara para sua primeira exposição internacional, que será realizada em uma galeria especial no Museu do Louvre, em Paris, a apenas alguns metros das obras de alguns dos maiores artistas que a humanidade já conheceu. ''Eu nunca havia pensado em seguir carreira artística, mas, depois de um ano fazendo Comunicação Social, descobri que essa era minha verdadeira vocação'', declara Anny, animada com as novas possibilidades de sua carreira.
A experiência artística de Anny começou a ser desenvolvida nas suas últimas férias das aulas na Universidade, quando iniciou o projeto que deu vida aos traços do quadro ''A Busca do Amor'', destaque que foi escolhido para representar a artista na Europa. ''Comecei a trabalhar com a temática de borboletas, e foi uma experiência bastante pessoal, eu não esperava nada de nenhum desses quadros. Foi só depois de ter terminado alguns deles é que pensei que eles poderiam ser expostos'', relembra a estudante. ''A Ana Barreto, marchand da Galeria Bahiarte, aceitou expor alguns dos trabalhos que fiz, e gostou tanto que enviou um dos meus quadros para a Delegação Brasileira do Louvre, que o aprovaram para a exposição de Paris. Foi uma grande surpresa!'', admite Anny, que teve o talento reconhecido pela detalhada curadoria de Marcelo Neves e Neno Ramos, dois importantes expoentes da arte do Louvre no País.
O quadro ''A Busca do Amor'' foi o selecionado para compor uma seleção de arte mundial, que será exposta no final do ano - entre os dias 8 e 11 de dezembro - no prestigiado Salão de La Société Nationale des Beaux Arts (SNBA), uma galeria subterrânea localizada no Carrosel no Museu do Louvre. ''Como artista, eu imaginava o Louvre como um lugar impossível e muito distante. Eu tenho consciência que essa oportunidade vai me abrir muitas portas, mas ainda preciso consolidar meu trabalho e evoluir muito'', admite Anny, que antes de ir para a Europa faz escala no Rio de Janeiro em novembro deste ano para outra exposição. ''A arte é sempre uma construção constante, e a minha esta só começando'', afirma a jovem artista que, junto com as suas borboletas, segue sonhando alto.


