Visitantes têm acesso a quase todos os segredos de fabricação do vinho. No verão, turistas até ajudam a esmagar as uvas
ReproduçãoDON GIOVANNIUma das muitas pousadas da região de Bento Gonçalves: vindima acontece entre março e abril e os turistas podem acompanhar a colheita e a elaboração dos vinhosA adega mais tradicional de Bento Gonçalves é a Casa Valduga, que funciona no terreno onde se instalaram os imigrantes da família, e hoje, na quarta geração – a terceira é que administra o estabelecimento –, produz vinhos finos. Ao chegar, o turista é convidado a conhecer todo o processo de produção de vinho e os segredos que envolvem o estabelecimento.
Entre as pipas gigantescas, onde descansam milhares de litros de vinhos tinto, rose e branco – muitos deles premiados nacionalmente –, os visitantes passeiam sem se preocupar.
No local funciona uma pousada com três casarões para os turistas. Quem se hospeda por lá – é preciso um pouco de sorte e paciência já que a pousada está lotada durante quase todo o ano – é convidado a tomar o café da manhã em uma das adegas, à luz de velas, onde em alguns tonéis descansam o vinho. A sala é fria, como deve ser todas as adegas, porém, confortável.
No verão, há uma festa específica para os turistas: participar da colheita da uva, fabricar o vinho amassando os bagos com os pés e jantar à noite embaixo dos parrerais. Para este ano, a lotação está esgotada.
Os jantares típicos italianos na Casa Valduga são servidos em um grande salão da casa construída especificamente para abrigar o restaurante. Numa sala funciona um entreposto de vendas dos produtos fabricados pela empresa – juntamente com a exposição dos prêmios nacionais conquistados pelos seus vinhos. No salão maior, com várias mesas compridas a gastronomia é a principal atração juntamente com apresentações de danças típicas e shows de músicas italianas e gaúchas.
A menos de 100 metros dali, outra adega, a Dom Cândido – também de descendentes da família Valduga – funciona com degustação de vinhos, queijos, salames e cozinha típica italiana. Fundada em 1986, a Dom Cândido possui vários vinhos premiados nacionalmente. Na própria Osteria funciona o varejo com a venda de vinho, espumante, suco e produtos coloniais como pães, salames, biscoitos, geléias e queijos.
Em uma sala ao lado da Osteria funciona uma cantina especialmente preparada para a realização de almoços ou jantares, servindo pratos típicos da região de colonização italiana, também acompanhados pelos vinhos da casa. Como na maioria dos restaurantes instalados na Rota do Vinho são servidos frios, sopa de capeletti, radicci com bacon, massa, galeto, polenta e outras especialidades de cada casa.

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