O site de troca de música Napster ofereceu o repasse de 1 bilhão de dólares à indústria fonográfica, nos próximos cinco anos, e se propôs a lançar um serviço pago no verão de 2001 no Hemisfério Norte, segundo um comunicado da empresa.
O site ofereceu a transferência de 200 milhões de dólares por ano, dos quais 150 milhões seriam destinados às grandes gravadoras e 50 milhões aos músicos e selos independentes.
O dinheiro seria distribuído entre as gravadoras levando em conta os arquivos de música trocados na rede. ‘‘O Napster dispõe de um modelo viável, que pode oferecer rendimentos sólidos’’, declarou seu presidente, Hank Barry, através do comunicado. ‘‘Atualmente, nós estamos ajustando a tecnologia para concretizar’’ este modelo, acrescenta o texto, sublinhando que o Napster espera uma decisão positiva das empresas em relação a esta ‘‘solução, que beneficia tanto os artistas quanto os consumidores’’.
O projeto de serviço pago prevê uma cobrança de 2,95 a 4,95 dólares por mês, que permitiria a troca de um determinado número de arquivos, e outra, de 5,95 a 9,95 dólares, com direito ao acesso ilimitado. Os usuários teriam que pagar uma soma adicional para gravar músicas em CD ou passá-las para outros formatos digitais.
Por outro lado, o vice-presidente da Vivendi Universal, Edgar Bronfman, estima que todos os grupos fonográficos estarão reunidos num superwebsite de música paga, que será criado até o fim do ano.
‘‘Meu ponto de vista é que todas as gravadoras deverão se associar e oferecer música num mesmo site’’, comentou Edgar Bronfman na rede de TV americana CNBC.
Esse serviço completo vai oferecer as gravações de todas os grandes selos. Deverá estar disponível ‘‘em meados de 2001 (verão norte-americano), e com certeza antes do fim do ano’’, declarou.

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