Não haverá ninguém como Rita
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sexta-feira, 16 de outubro de 1998
Estelio Feldman 
Na chamada época das estrelas de Hollywood, houve uma que fulgurou de modo fantástico, nos anos 40. Tão brilhante que os pilotos que lançaram a primeira bomba atômica, nos testes realizados no atol de Biquíni, em 1946, estamparam sua fotografia no artefato.
Nascida Margarita Cansino, no Brooklin, em Nova York, convertida em Rita Hayworth, quando iniciou sua carreira cinematográfica, a tímida jovem se transformou, à época, no maior fenômeno do cinema. Quando fez, com Glenn Ford, Gilda, já era famosa e respeitada, inclusive por seus dotes como dançarina. De fato, ganhou a preferência de Fred Astaire, com quem fez muitos filmes, e a crítica a considerou melhor que Ginger Rogers. Mas Gilda a lançou de vez para o estrelato e o personagem jamais a abandonou.
Se fosse viva, Rita completaria hoje 80 anos. Mas, atingida pelo Mal de Alzheimer, passou os últimos anos de vida em situação terrível, amparada pela filha, a princesa Yasmin, morrendo em 1987, aos 68 anos. Era, então, uma sombra do que tinha sido.
E foi mais que uma grande estrela, uma belíssima mulher. Aliava a beleza à capacidade artística e tinha um senso profissional invejável. Seus companheiros de trabalho a admiravam. O mundo a adorava. Teve cinco casamentos, duas filhas. Foi casada com um príncipe, Ali Khan, com quem teve a filha Yasmin. Depois deste casamento, retomou a carreira, em uma nova etapa. Não era mais a grande estrela do cinema, substituída, nos anos 50, por Elizabeth Taylor, Ava Gardner, Marilyn Monroe e Kim Novak. Seu comentário a respeito diz bem de seu espírito e seu senso: Seja como for, é um consolo saber que foi preciso um quarteto de damas para me substituir.
A vida e o trabalho da inesquecível Gilda estarão sendo mostrados, hoje, pela GNT no programa Grandes Nomes, a partir das 16 horas.


