O Cine Cornélio Procópio, situado na Av. XV de Novembro, fechou as portas em 1987, tendo na última sessão ‘‘Robocop 1 - O Policial do Futuro’’. A sala possuía 1.000 lugares e no local, instalou-se a Igreja Betel. O outro cinema da cidade, o Cine São Luiz, localizado em frente à Praça Brasil, teve um destino mais trágico e foi demolido para evitar o tombamento, que visava preservar as características arquitetônicas do edifício.
A exemplo de Cornélio Procópio, outras cidades do Paraná abrigam novas salas exibidoras. Guarapuava e Irati arriscaram em cinemas de rua, com uma sala em cada cidade, enquanto que Foz do Iguaçu, Toledo e Cascavel abriram duas salas em shoppings. No total, chega a 50 o número de salas de exibição cinematográficas em todo o Estado.
Alfredo Prim, presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado do Paraná e Santa Catarina, com sede em Curitiba, afirma que ao que tudo indica a onda de fechar cinemas passou, porque ‘‘não tem mais salas para fechar’’. A maioria dos cinemas que encerraram as atividades não se localizava em shoppings e se transformaram em templos evangélicos. No Brasil, segundo o Grupo Executivo de Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica, até 2002, o País deve ter mais 200 novas salas exibidoras. (F.F).

mockup