Não faltam trilhas para
quem gosta de andar

Arquivo FolhaEverest, personagem principal da região do HimalaiaPara conhecer estas regiões não é necessário ser viciado em caminhadas. Para os que desejam se aventurar sem, no entanto, se desgastar, a Pauletto World Treks promove dois passeios light, Mont Blanc e Monte Everest e outros dois radicais (Everest e Kilimanjaro). ‘‘Os programas light são voltados principalmente àquelas pessoas que querem conhecer estas regiões do mundo, mantendo um certo padrão de conforto e sem se desgastar fisicamente’’, explicou Pauletto. ‘‘Já para quem gosta de aventura e desafios maiores, os programas radicais trarão certamente emoções maiores.’’ Veja os principais aspectos de cada opção.
Mont Blanc
É o passeio mais requintado e charmoso. A paisagem é privilegiada: a majestadade dos Alpes está aliada à beleza das florestas de coníferas que invadem as colinas e lagos da região. A caminhada é feita na fronteira entre Itália, França e Suíça, possibilitando assim o contato com três culturas tradicionais da Europa. Além disso, a região tem um apelo bastante convidativo aos mais aventureiros: é o berço do alpinismo, sendo então considerada uma espécie de Meca para os praticantes deste esporte.
O passeio, de 12 dias, parte da cidade francesa de Chamonix, a mais importante estação de esportes de montanha do mundo, aos pés do Mont Blanc. A aventura irá desbravar o lado italiano, em Courmayer, e o suíço, no Valeis Suíço. O clima europeu é garantido pelo charme e tranquilidade das vilas e pela requintada culinária da região alpina, à base de muito vinho e fondue.
Everest Light
É o programa de caminhadas mais leves. Neste tour de 15 dias pela região do Himalaia, o personagem principal é o Monte Everest, com imponência compatível a sua altitude, a mais de 8,8 km do nível do mar. Como o protagonista é visível em todas caminhadas, é impossível esquecer que está a poucos quilômetros daquele que é o ponto mais alto do planeta.
A visita começa na exótica Katmandu. Em seguida, o grupo parte para o passeio de helicóptero ao Hotel Everest View, o mais alto do mundo (3.800 metros). De lá, em curtos passeios a pé, o aventureiro tem contato próximo com a natureza e costumes desta região. A culinária também oferece desde pratos tradicionais da cozinha internacional (para os menos ousados) até típicos, de uma cozinha que lembra a indiana, com suas saladas e temperos fortes.
Everest
Para os que desejam emoções mais fortes na maior cordilheira do mundo, há um programa que oferece pacotes onde o aventureiro chega a pisar no início das geleiras eternas do Monte Everest, a uma altitude de mais de 5.600 metros. A acomodação é feita em chalés de conforto básico. Esta aventura, no entanto, requer outros equipamentos, como saco de dormir. Aqui, a temperatura realmente cai, quase sempre abaixo de 0ºC. Para suportar o frio, a altitude e o relevo acidentado, o ritmo é lento: as caminhadas costumam durar cinco horas. Por ironia, este contato com as geleiras é o único momento em que o Everest some do campo de visão do aventureiro. Motivo: sua imensidão. Há pacotes de 2, 9 ou 14 dias de trekking.
Kilimanjaro
De todas as opções, esta é a mais radical. Para se ter uma idéia, a caminhada chega até o ponto mais alto do Kilimanjaro (e, consequentemente, de todo continente africano), a mais de 5.895 metros do nível do mar. O esquema é semelhante ao do Everest, com acomodação em chalés. A paisagem é uma atração à parte: como as subidas são fortes, a vegetação vai variando desde florestas tropicais até aridez típica das montanhas. Como extensão do programa, há a opção de quatro dias de safári no Quênia, onde quem rouba a cena é a fauna das selvagens savanas africanas, com animais grandes como leões, zebras e elefantes.

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