Pelo menos 13 palavras e frases extrapolaram os limites da novela ‘‘O Clone’’ e ganharam as ruas. Nem quem torce o nariz para a trama ficou imune.
Os bordões da língua árabe foram os primeiros a se instalar na cabeça do público. Da saudação ‘‘assalamu aleikom’’, passando pelos hárans cometidos por Jade (Giovanna Antonelli) e chegando a charmosa gazela Latiffa (Letícia Sabatella). Sem contar as críticas às mulheres ‘‘espetaculosas’’.
Na terceira fase de ‘‘O Clone’’ surgiram os personagens do subúrbio de São Cristovão e as coisas só pioraram. Ficou quase impossível não usar frases como ‘‘Não é brinquedo, não’’, ‘‘Bom te ver’’ ou ‘‘Cada mergulho é um flash’’. Mesmo sendo repetidas excessivamente na trama, quem assiste parece não enjoar de ouvi-las.
‘‘A novela tem muitos números altos, como participantes, passagens de tempo, pretendentes de Jade e gírias que não ficaram enjoativas porque a novela é rica em elementos novos, que foram abordados de uma maneira inusitada’’, diz Mauro Alencar, doutorando em telenovelas pela Universidade de São Paulo.

mockup