Não é brinquedo, não
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de junho de 2002
Janaína Nunes<br>Agência Folha 
Pelo menos 13 palavras e frases extrapolaram os limites da novela O Clone e ganharam as ruas. Nem quem torce o nariz para a trama ficou imune.
Os bordões da língua árabe foram os primeiros a se instalar na cabeça do público. Da saudação assalamu aleikom, passando pelos hárans cometidos por Jade (Giovanna Antonelli) e chegando a charmosa gazela Latiffa (Letícia Sabatella). Sem contar as críticas às mulheres espetaculosas.
Na terceira fase de O Clone surgiram os personagens do subúrbio de São Cristovão e as coisas só pioraram. Ficou quase impossível não usar frases como Não é brinquedo, não, Bom te ver ou Cada mergulho é um flash. Mesmo sendo repetidas excessivamente na trama, quem assiste parece não enjoar de ouvi-las.
A novela tem muitos números altos, como participantes, passagens de tempo, pretendentes de Jade e gírias que não ficaram enjoativas porque a novela é rica em elementos novos, que foram abordados de uma maneira inusitada, diz Mauro Alencar, doutorando em telenovelas pela Universidade de São Paulo.


