Nando Reis e o número três
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Três. O número, por coincidência ou não, persegue Nando Reis em seu novo trabalho. Seja no tempo que demorou para gravar novamente após ''Sim e Não'', na possibilidade de fechar uma trilogia musical, no próprio nome de seu disco mais recente, ''Drês'', ou, finalmente, nos relacionamentos que procurou dar atenção especial neste registro. O artista falou à FOLHA um pouco sobre a carreira e o show que faz amanhã, em Curitiba.
Antes de mais nada, Nando Reis descarta a hipótese de ''Drês'' ser o desfecho de uma trilogia romântica musical, que teria começado com ''A Letra A'' (2003) e passado por ''Sim e Não'' (2006). ''Não considero que tenha feito uma trilogia, algo que dialoga entre suas três partes. Esse diálogo não acontece entre esses discos, embora exista uma relação entre os três. Acho que a relação de trilogia que fazem é devido ao título, uma palavra fictícia baseada no número três.''
O que existe efetivamente de comum entre os três trabalhos é o uso do rock, do folk e da música popular brasileira em geral como um instrumento de comunicação sobre seus sentimentos, suas frustrações e alegrias, suas confissões. ''Acho que comigo sempre foi assim, a música é um veículo da minha expressão, uma forma de extravasar o que penso e o que sinto. Mas reconheço que há esses temas nos três discos e neste (''Drês'') tem coisas que me interessam sobre minha mãe e minha filha, um relacionamento que tive com uma namorada... Mas também fala de outras relações, menos representativas.'' Entre as novas canções estão ''Conta'', em homenagem à mãe Cecília, falecida há cinco anos, e ''Só pra So'', feita para a filha, a VJ Sophia.
Sobre a fase e o disco, Nando evita comparações e rótulos, especialmente com relação a suas influências. ''O que toco é uma somatória de tudo o que gosto. Não vejo uma relação direta entre o que toco e o que ouço. Faço música que me satisfaz com tudo que absorvo'', reflete. ''Esse é um disco avulso, autônomo. Como todo 'último disco', gosto muito dele, as pessoas sempre gostam mais do que estão fazendo agora.''
Nando vem a Curitiba ao lado da banda Os Infernais, formada por Pontual (guitarra e violão), Alex Veley (teclados), Felipe Cambraia (baixo) e Diogo Garneiro (bateria). A parceria com esses músicos têm dado o vigor do palco e um certo frescor ao trabalho do músico. ''Eles têm cada vez mais influência no som e a cada disco eles constituem uma sonoridade mais parecida com a deles. É como se nossa produção buscasse revelar Os Infernais. Esse disco é muito mais parecido como nós somos no palco'', comenta o ex-Titãs.
No repertório de amanhã à noite, Nando deve tocar hits que colecionou recentemente, a exemplo de ''Relicário'', ''Os Cegos do Castelo'' e ''Por Onde Andei'', além das novas, claro. ''A dosagem do que vou tocar no repertório é de um terço. Vou tocar umas 8 ou 9 músicas do disco novo e o resto do show vai ser outras coisas que já gravei.''
Serviço
- Nando Reis e Os Infernais
Quando - Amanhã, 0h30
Onde- Curitiba Master Hall (R. Itajubá, 143), em Curitiba
Quanto - R$ 53 e R$ 28 (meia-entrada para estudantes, professores, pessoas acima de 60 anos, doadores de sangue e de um quilo de alimento não-perecível). Classificação etária 16 anos, entrada de menores permitida somente com o acompanhamento de um responsável legal
Mais informações - (41) 3315-0808


