Em 50 anos de carreira e 71 de vida, Nana Caymmi se orgulha de nunca ter feito concessões artísticas para obter sucesso fácil. O rigor na escolha das músicas interpretadas pela cantora pode ser conferido na recém-lançada caixa "A Dama da Canção". O box produzido pela gravadora EMI Music reúne os primeiros 18 álbuns gravados pela intérprete, com direito a encartes, letras e artes gráficas originais.

Contemplando as quatro primeiras décadas da carreira de Nana, a caixa joga holofotes sobre diversas raridades. Estão presentes desde o registro da gravação de estreia da cantora ao lado do pai, Dorival, em 1960, cantando Acalanto, até o segundo CD de boleros, "Sangre de mi alma", gravado no ano 2000. "A Dama da Canção" traz ainda pérolas como os CDs "Mudança dos ventos", "Voz e suor" (de voz e piano, com César Camargo Mariano), "Bolero" e "A Noite do Meu Bem – As Canções de Dolores Duran". Um dos destaques é uma coletânea em dois CDs reunindo 41 músicas gravadas por Nana em álbuns de outros artistas e projetos especiais.

A formação em canto lírico conferiu à artista interpretações densas e arrasadoras. Na caixa recém-lançada a voz de mezzo-soprano da intérprete se une a outros cantores em encontros memoráveis como os duetos com Milton Nascimento, Gilberto Gil e João Bosco, entre outros. Como bônus, o box traz um livreto com uma minibiografia e entrevistas com Nana sobre cada álbum.

Confira a entrevista completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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