Nada de novo no gênero
A campanha de marketing de ''Vestida para Casar'', a partir de hoje em lançamento nacional (veja a programação de cinema na página 2), centrou fogo no apelo da mesma roteirista de ''O Diabo Veste Prada''. Mas não se deixe enganar, aqui o trabalho de Aline Brosh McKenn não chega aos pés do resultado que ela obteve naquele simpático filme sobre a ditadura do mundo fashion.
Para Jane, garota trabalhadora, nada é mais emocionante do que ser parte de um séquito nupcial como dama, algo que nos últimos anos já fez 27 vezes. Por este ofício ela nutre grande afeto, colecionando todos os vestidos que usou nas cerimônias. Em segredo ela gosta de seu chefe, mas quando decide contar a ele, a irmã dela, sem saber da paixão, se coloca no caminho, seduz o homem e acaba na rota do altar. O dilema está posto: Jane terá que escolher entre ser fiel ao amor pelo chefe ou acrescentar outro vestido à coleção.
Não há nada de novo. A diretora Anne Archer tirou todos os modelos ''comédia romântica'' do guarda-roupa, desde o amor nunca declarado até a relação com uma mentira oculta. Quando chega o momento apropriado, os protagonistas entoam em coro um êxito do rock clássico, neste caso ''Bennie and the Jets'', de Elton John.
Assim, basta dizer que ''27 Dresses'' não aspira a ser uma aventura romântica com algum rasgo de originalidade. Pelo contrário, um enorme capricho em não violentar a fórmula. Isto não quer dizer que o filme não tenha pelo menos uma particularidade, e com nome e sobrenome. É a bela e formosa Katherine Heil, nova diva ou namoradinha deste reino encantado, que assim dá um descanso a Drew Barrymore, Jennifer Lopez, Sandra Bullock, Reese Witherspoon e outras plantonistas na função. (C.E.L.J.)





