Uma das figuras mais atuantes do cinema brasileiro, Matheus Nachtergaele estará bastante envolvido com a sétima arte no ano que vem. De acordo com o ator, ele se dedica a quatro projetos diferentes.
Em dois deles, Nachtergaele, que ficou conhecido na pele do impagável João Grilo em ''O Auto da Compadecida'' (1999), interpretará duas personalidades importantes da cultura popular brasileira: o diretor e ator Zé do Caixão e o carnavalesco Joãozinho Trinta.
''Tratam-se de dois personagens da contracultura do país, especiais e quase opostos. Enquanto o Zé defende o nosso cinema de maneira bastante peculiar, o Joãozinho é uma personalidade central do nosso Carnaval'', afirma Nachtergaele.
Antes, o ator poderá ser visto no longa ''O Bem Amado'', de Guel Arraes, que deve estrear no início de 2010. No filme, baseado na obra de Dias Gomes, ele será Dirceu Borboleta, que na versão televisiva foi interpretado por Emiliano Queiroz. No elenco do filme estão nomes como Marco Nanini, Andréa Beltrão, Zezé Polessa, Drica Moraes e Caio Blat.
Para completar seus planos para 2010, Nachtergaele trabalhará novamente em uma produção dirigida pelo polêmico Cláudio Assis (''Amarelo Manga'', de 2002, e ''Baixio das Bestas'', de 2006). No começo do ano, ele parte para Olinda (PE) onde irá filmar o longa ''Febre do Rato'', no qual dará vida a um poeta revolucionário.
Nachtergaele estreou na direção de um filme em 2008, com o longa ''A Festa da Menina Morta''. A história narra o envolvimento de uma comunidade amazonense com um ritual folclórico. Por ele, o artista ganhou prêmios em vários festivais de cinema pelo mundo, incluindo o de Gramado e o de Chicago - a estreia mundial aconteceu no prestigiado festival de Cannes. Daniel de Oliveira e Jackson Antunes protagonizam o longa.
Tantos trabalhos no cinema, porém, não farão com que Nachtergaele deixe a TV. Não à toa, ele torce para que haja novas temporadas das microsséries das quais participou neste ano, como ''Ó Paí, Ó'' e ''Decamerão''. Na primeira, ele diz aprender com os atores do Bando de Teatro Olodum e com o fato de a atração misturar técnicas cinematográficas com o ritmo da TV. Já na segunda, Nachtergaele destaca a ''poesia'' presente na atração.

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