NA TEVÊ O velho rebelde das telas
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Paul Newman, o mais veterano sexy symbol de Hollywood, é o destaque de documentário inédito que o canal GNT exibe hoje às 20h30. O ator, último de uma linhagem de rebeldes que irrompeu nas telas na década de 50, já foi considerado o homem mais bonito do mundo e hoje aos 77 anos usa o status de mito para atuar em campanhas anti-drogas.
Nas telas, Newman celebrizou-se como protagonista em filmes como ''Gata em Teto de Zinco Quente'' (que Richard Brooks adaptou de Teenessee Willians), ''Rebeldia Indomável'' (de Stuart Rosenberg), ''Ausência de Malícia'' (de Sydney Pollack), ''Marcado pela Sarjeta'' (de Robert Wise) e ''Desafio à Corrupção'' (de Robert Rossen).
Reforçou a lenda atuando também ao lado de Robert Redford nos longas ''Butch Cassidy e Sundance Kid'' e ''Golpe de Mestre'' (ambos de George Roy Hill). Foi indicado oito vezes para o Oscar. Quando decidiram premiá-lo em 1986 por ''A Cor do Dinheiro'', de Martin Scorcese, nem compareceu à cerimônia para receber a estatueta dourada.
''O Oscar chegou para mim como uma mulher que tentei seduzir por 80 anos. Quando finalmente ela me aceitou, já não tinha mais desejo por ela'' explicou. Mas apesar do prestígio, nem todos os diretores que o dirigiram foram unânimes nos aplausos. Hitchcock, obcecado pelo planejamento das sequências de seus filmes, reclamou dos cacoetes à la Actor's Studio do ator, quando eles rodaram ''Cortina Rasgada'' (Torn Curtain), de 1966.
''Ele é incapaz de um olhar neutro, e isso me dificultava a montagem de algumas sequências'' comentou certa vez o diretor inglês. Nos últimos 10 anos, Newman apareceu menos em sets de filmagem do que em salas de entidades filantrópicas. Suas aparições na tela foram se escasseando de tal maneira que as novas gerações mal puderam apreciar seu talento, a não ser, claro, revisitando vídeos e DVDs.
A paixão pelo automobilismo também ocupou boa parte de sua vida, o que o levou a participar das 500 milhas de Indianapolis como piloto. Tornou-se ainda um empresário possuindo uma equipe na fórmula Indy e uma fábrica de molhos que já rendeu US$ 100 milhões, integralmente doados por ele a instituições de caridade.
''Tenho tentado parar com quase tudo o que faço nos últimos 10 anos, e não consegui deixar absolutamente nada'' declarou Newman numa entrevista para promover o seu mais recente filme, ''Road to Perdition'' (Estrada da Perdição), de Sam Mendes. ''Eu ia desistir da minha equipe de carros de corrida, eu ia deixar de correr. Eu ia parar de fazer filmes. Eu ia passar o negócio de molhos de saladas para outra pessoa. E ia abandonar a política. E, infelizmente, hoje estou mais ocupado que antes'' confessou.
Há dois meses, ele atuou pela primeira vez no teatro em 35 anos de carreira. Foi na peça ''Our Town'', produzida em Westport, Connecticut, num teatro do qual a sua mulher, a atriz Joanne Woodward, é diretora artística. O documentário terá uma hora de duração e reprises hoje às 2h30, no dia 13 de setembro às 18 horas, na madrugada de 13 para 14 de setembro à 1 hora e no dia 16 de setembro às 8h30 e 14h30.


