NA TEVÊ - Chico e a sétima arte
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Gabriela Longman<br> Folhapress 
Depois de passear pelo calçadão do Rio de Janeiro, pelas alamedas de Roma e pelos cantinhos de Paris, Chico Buarque caminha agora pelas calçadas de pedra da Parati colonial. É a cidadezinha à beira do mar, com suas casas, igrejas e barqueiros o cenário escolhido para o décimo episódio da série dirigida por Roberto de Oliveira.
O capítulo tem ''cinema'' como eixo temático e vai ao ar hoje pela DirecTV em sete horários. A exemplo dos anteriores, o episódio alterna relatos, imagens de época e canções do vasto repertório do compositor. Sentado na Casa de Cultura de Parati, Chico fala sobre as idas ao cinema em sua infância e sobre como a sétima arte épicos, chanchadas, musicais marcou fortemente sua formação.
A partir daí, começam a figurar na tela filmes e mais filmes. Em alguns deles, Chico aparece em carne e osso, atuando. Em outros, encarrega-se apenas de uma música ou outra para a trilha sonora. Está lá, por exemplo, ''Garota de Ipanema'', de 1967, com o Chico o rapaz em 1967 a cantarolar ''Um Chorinho'' no seu violão.
Dois filmes marcam a presença do compositor na produção cinematográfica de Cacá Diegues. Se ''Bye Bye Brasil'' (1979) gerou um dos mais apurados retratos musicais da nação, ''Joanna Francesa'' (1973) mostra a interação possível entre dois léxicos, entre dois idiomas (como esquecer que a repetição consecutiva de ''Acorda'' se transforma em ''D'accord''?).
Da produção recente, entram cenas de ''Ed Mort'' (1996) e ''A Ostra e o Vento'', filme de Walter Lima Jr. de 1997. Mas talvez os melhores trechos do episódio sejam mesmo os comentários sobre as três versões de ''O Que Será'' (''Abertura'', ''À Flor da Pele'' e ''À Flor da Terra''), música feita para ''Dona Flor e Seus Dois Maridos'' (1976). Melhor do que a delicadeza das letras, só mesmo a cor esverdeada do mar de Parati.
Serviço
- Chico Buarque Especial - Cinema. Amanhã, a partir das 12 horas, no canal 605 da DirecTV


