Na Sapucaí, segunda noite empolgou o público
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terça-feira, 04 de março de 2014
Folhapress 
Rio - Depois de um domingo com desfiles grandiosos, mas pouco empolgantes, a segunda noite na Sapucaí foi marcada por apresentações que contagiaram o público - de Mocidade Independente, União da Ilha, Portela e Imperatriz Leopoldinense -, pela costumeira eficiência da Unidos da Tijuca e por uma decepção: o fraco desfile da campeã de 2013, Unidos de Vila Isabel.
Última escola a passar na avenida, a Unidos da Tijuca homenageou Ayrton Senna. Seu carnavalesco, Paulo Barros, repetiu a fórmula de "alegorias-vivas" que lhe deu fama, com muita gente sobre os carros e interação com o público.
Da comissão de frente, que trazia uma cópia da Mclaren de Senna que acelerava na pista, até o último carro, que "brindava" o público com um banho de espumante (água, no caso) lançados por quatro esguichos, em alusão à comemoração do pódio da F1, a Tijuca mostrou um desfile sem erros e com seus integrantes cantando o samba na ponta da língua. Credenciou-se a voltar no sábado das campeãs.
Do mesmo modo, a sempre popular Portela, maior vencedora do Carnaval carioca, mostrou ter se recuperado de sucessivos anos de má administração e pouco dinheiro com um desfile bem arrumado, ainda que sem inovações.
"O gigante da Portela despertou", disse o carnavalesco Alexandre Louzada. Ele fez referência ao penúltimo carro da escola, uma estátua verde e amarela de 18 metros, a maior da história da Sapucaí. O carro representava a onda de protestos que varreu o país, mas serviu para ilustrar a apresentação da Portela, luxuosa e com carros bem acabados, representando a avenida Rio Branco da origem como porto de escravos a palco de manifestações, passando por teatros e cinemas.
Já a Imperatriz tinha um trunfo que faria mesmo o mais fraco dos desfiles levantar as arquibancadas: seu enredo sobre o ídolo flamenguista Zico.
A farra começou antes mesmo de a escola iniciar seu desfile, quando um de seus puxadores de samba começou a cantar "Parabéns pra Você" para o ex-jogador, que completava 61 anos.


