Na roda-viva da vida
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de junho de 1998
Érika Pelegrino 
Como é possível o homem acreditar na beleza de viver quando é engolido pela roda-viva da rotina? O caminho cheio de obstáculos trilhado pelos homens no dia-a-dia os torna cansados, sem forças para lutar e sem razão para viver. Eles sentem necessidade de se movimentar, mas estranhamente não conseguem se mexer. Com este enredo, o grupo Trup leva ao palco do Cine-Teatro Ouro Verde, hoje, às 21 horas, a coreografia Grades Vidas.
São travados monólogos internos em que os gestos e as palavras revelam a rotina dos homens, o que nos leva a pensar se a vida é luz ou escuridão, explica a diretora do grupo a bailarina Nádia Essada. Grades Vidas, é uma coreografia de Marlenkênia, com música de Villa Lobos, adaptação de Wagner Tiso e Assis Brasil e faz parte do espetáculo Voltas que inclui ainda a coreografia Uma Valsa Apenas e Kwarx, todos apresentados hoje e amanhã.
Coreografada por Nádia Essada, com música de René Dupéré, Uma Valsa Apenas, é um jogo de imagens e metáforas através dos quais os personagens retratam um universo de expressões que possam libertá-los de sua morada.
Kwarx, com coreografia de Paulo Eduardo Filatier e música de Power Funk, Mariah Carey e Saint John, é inspirado no grupo americano de percussão e dança Stomp. O espetáculo faz uma celebração à alegria e à emoção de dançar a maravilhosa diversidade de ritmos e sons que nos rodeiam, segundo Nádia Essada.
Através do cenário construído com lixo reciclável, Kwarx faz um apelo ecológico. O espetáculo alerta para um possível caos ecológico mundial e ainda tem como principal intenção o divertimento, explica Nádia Essada.
Ontem, o grupo apresentou O Baile da Natureza. Um baile realizado no silêncio da noite de um bosque onde fadas, vagalumes, brisa, estrelas, lua, orvalho, amanhecer, flores, céu dançam em homenagem ao início da primavera. Cinquenta e sete bailarinos com idades entre cinco e 18 anos dançaram ao som de músicas de Rossini, Respighi, Glazunov, Stravinsky, Haendel, Vivaldi. O espetáculo tem enredo da diretora do grupo, Nádia Essada, e coreografias de Tutto Gomes, Luciane Siquerolli e Nádia Essada.
Os ingressos custam R$ 5,00.


