Na praça, ele é dono do riso
Na praça, ele é dono do riso
O palhaço Chacovachi repete hoje, em Londrina, espetáculo que faz a alegria das crianças
Mário CesarChacovachi pinta e borda em seus espetáculos de ruaElisa Marilia Carneiro
Palhaço na praça. Risos soltos. Provocação e surpresas. Com essa fórmula o show do Payaso Tercemundista Chacovachi, da Argentina, só terminou, anteontem, quando escureceu, na Praça da Bandeira. Hoje, ele repete a dose no Bosque, no centro de Londrina.
Pela primeira vez no Filo, Fernando Cavarozzi afirma que gosta muito de público de cidade pequena. As pessoas são menos intoxicadas e aqui em Londrina os artistas já conquistaram o respeito do público. Fernando também ministrou, ontem, uma oficina de diabolos.
Ser palhaço e como ser comandante de avião. Tem de ter muitas horas de vôo, define. Chaco trabalha nas ruas há anos. Meu repertório envolve as coisas que são comentadas nas calçadas. Falo de poder, política, golpes de estado, Copa do Mundo. Quando viajo procuro conhecer a história das pessoas, o que mais incomoda ou aflige.
Para fazer rir, em Londrina, Chaco citou Collor de Melo, Ronaldinho, drogas e religião. Ele chegou à praça uma hora antes da hora marcada. Ficou brincando e conversando com as pessoas. Alí mesmo trocou de roupa, delimitou seu espaço e espalhou o material. O público conhece primeiro a pessoa depois o palhaço.
Escolheu ajudantes voluntários, outros nem tanto, brincou com as crianças, O espetáculo depende da reação do público. Mas, hoje (anteontem) tive de terminar mais cedo, porque escureceu. Na verdade o palhaço, sou eu brincando.
Em Buenos Aires, Chaco já tem duas gerações de público. Os seus primeiros espectadores, agora levam os filhos para as praças. Vamos rindo de geração em geração.





