Curitiba O São João de Campina Grande, município que fica no Agreste da Paraíba, já está na sua 24 edição. A cidade divulga a sua festa como a maior do mundo e apresenta números expressivos para isso. O evento tem duração de 30 dias de 9 de junho a 9 de julho e oferece inúmeras atrações: 400 quadrilhas juninas, 10 grupos folclóricos, 200 trios de forró pé-de-serra, 200 bandas, 400 músicos e 500 horas de forró. No Parque do Povo, estrutura de 43,5 mil metros quadrados e que concentra os festejos de Campina, estão montados 380 quiosques, barracas e pavilhões, um palco gigantesco, cinco palhoças (ilhas do forró) e uma vila cenográfica. O melhor é que tudo é de graça.
Promovida pela prefeitura e com orçamento de R$ 4,5 bilhões, a festa acontece nas limitações do Parque do Povo, construído, em 1986, para sediar os festejos juninos de Campina Grande. Além de show pirotécnico, nas palhoças e no forródromo são realizadas apresentações simultâneas de trios regionais de forró pé-de-serra. Nas centenas de barracas, o turista encontra bares e restaurantes com fartura de comidas e bebidas para repor as energias. No dia 24 de junho, consagrado a São João, o parque será iluminado por diversas fogueiras e artistas renomados sobem ao palco. A lista de músicos do evento é encabeçada por Zé Ramalho, Fagner, Dominguinhos e Banda Calypso.
Quem for ao Parque do Povo também vai conhecer um pouco do patrimônio histórico de Campina Grande. Isso porque o local ganhou cenografia que inclui representações da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, do Cassino Eldorado (da década de 1930) e do Museu Histórico e Geográfico. No espaço também foi instalada uma fogueira cenográfica com 20 metros de altura, confeccionada com tecido, poliuretano e cola, e que ganha iluminação especial para aparentar ser uma de verdade.
A parte lúdica da festa fica por conta da ''Vila Nova Rainha'', uma réplica do vilarejo que deu origem a Campina Grande. Aqui o visitante pode se divertir com brincadeiras como quebra-panelas, pau de sebo, barra-bandeira e esconde-esconde. Na Vila, foram erguidas 16 casinhas que servem como lojas de artesanatos feitos em couro, sisal, estopa, barro e madeira e um cenário com direito a igrejinha, coreto e ainda o ''Sítio São João''.
É neste último que se faz o resgate da festa no ambiente bucólico, rico em crenças, danças, músicas e culto aos santos juninos, apresentando também fortes elementos que remetem a década de 1940. Lá foram construídas uma moradia de taipa (pau a pique), com mobiliários e apetrechos que retratam o modo de vida rural, além de uma bodega, um depósito de mangaio, uma casa de farinha e mais uma capelinha. O local é todo iluminado com lamparinas e cadeeiros à querosene, que ajudam a criar o clima da época.
Mais informações no site www.saojoaodecampina.pb.gov.br.

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